As manifestações psiquiátricas associadas aos quadros ...
Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Q4403254
Psiquiatria
As manifestações psiquiátricas associadas
aos quadros epilépticos representam desafios
diagnósticos e terapêuticos substantivos na
prática neuropsiquiátrica. A classificação dessas
manifestações (pré-ictal, ictal, pós-ictal e
interictal) orienta a conduta clínica, uma vez que
a fisiopatologia subjacente varia de acordo com o
padrão de sincronização neuronal, a localização
do foco epileptogênico e os mecanismos de redes
neurais.
Adicionalmente, as interações farmacocinéticas e farmacodinâmicas entre fármacos anticonvulsivantes e psicotrópicos exigem manejo criterioso, considerando o potencial pró-convulsivante de determinadas medicações e o impacto sobre o limiar convulsivo.
Sobre a psicopatologia das epilepsias e o seu manejo farmacológico, analise as afirmativas a seguir:
I. A psicose pós-ictal caracteriza-se por um intervalo lúcido que dura de horas até alguns dias entre a cessação dos eventos ictais e a eclosão dos sintomas delirantes ou alucinatórios, associandose comumente a descargas temporolímbicas bilaterais. O manejo farmacológico agudo prioriza antipsicóticos de segunda geração com menor propensão à redução do limiar convulsivo, como o aripiprazol ou a risperidona em doses baixas, evitando-se agentes de alto potencial epileptogênico como a clozapina.
II. A síndrome do transtorno disfórico interictal, descrita classicamente na literatura neuropsiquiátrica, apresenta sintomas pleomórficos intermitentes e recorrentes (labilidade emocional, irritabilidade, episódios depressivos e queixas somáticas) que mimetizam transtornos do humor primários. No tratamento dos episódios depressivos interictais, os inibidores seletivos da recaptação de serotonina representam a primeira linha terapêutica segura, enquanto que a Bupropiona deve ser evitadas em virtude da redução dose-dependente do limiar epileptogênico.
III. A diferenciação clínica entre crises não epilépticas psicogênicas (dissociativas) e crises epilépticas focais disperceptivas baseia-se em parâmetros neurofisiológicos e semiológicos estritos. A presença de estado pós-ictal com elevação sérica transitória de prolactina colhida entre 10 e 20 minutos após o ictus confirma acometimento do lobo temporal mesial, ao passo que a ausência de elevação exclui etiologia epiléptica, em especial nas crises com origem no lobo frontal.
IV. No manejo conjunto de comorbidades psiquiátricas e epilepsia, anticonvulsivantes com perfil estabilizador do humor como valproato de sódio, carbamazepina e lamotrigina apresentam utilidade terapêutica consolidada; contudo, na terapia combinada entre lamotrigina e valproato, ocorre indução metabólica expressiva da glicuronidação mediada pelo valproato, o que exige a diminuição imediata da dose de manutenção da lamotrigina para prevenir toxicidade e manifestações cutâneas graves.
Assinale a alternativa CORRETA:
Adicionalmente, as interações farmacocinéticas e farmacodinâmicas entre fármacos anticonvulsivantes e psicotrópicos exigem manejo criterioso, considerando o potencial pró-convulsivante de determinadas medicações e o impacto sobre o limiar convulsivo.
Sobre a psicopatologia das epilepsias e o seu manejo farmacológico, analise as afirmativas a seguir:
I. A psicose pós-ictal caracteriza-se por um intervalo lúcido que dura de horas até alguns dias entre a cessação dos eventos ictais e a eclosão dos sintomas delirantes ou alucinatórios, associandose comumente a descargas temporolímbicas bilaterais. O manejo farmacológico agudo prioriza antipsicóticos de segunda geração com menor propensão à redução do limiar convulsivo, como o aripiprazol ou a risperidona em doses baixas, evitando-se agentes de alto potencial epileptogênico como a clozapina.
II. A síndrome do transtorno disfórico interictal, descrita classicamente na literatura neuropsiquiátrica, apresenta sintomas pleomórficos intermitentes e recorrentes (labilidade emocional, irritabilidade, episódios depressivos e queixas somáticas) que mimetizam transtornos do humor primários. No tratamento dos episódios depressivos interictais, os inibidores seletivos da recaptação de serotonina representam a primeira linha terapêutica segura, enquanto que a Bupropiona deve ser evitadas em virtude da redução dose-dependente do limiar epileptogênico.
III. A diferenciação clínica entre crises não epilépticas psicogênicas (dissociativas) e crises epilépticas focais disperceptivas baseia-se em parâmetros neurofisiológicos e semiológicos estritos. A presença de estado pós-ictal com elevação sérica transitória de prolactina colhida entre 10 e 20 minutos após o ictus confirma acometimento do lobo temporal mesial, ao passo que a ausência de elevação exclui etiologia epiléptica, em especial nas crises com origem no lobo frontal.
IV. No manejo conjunto de comorbidades psiquiátricas e epilepsia, anticonvulsivantes com perfil estabilizador do humor como valproato de sódio, carbamazepina e lamotrigina apresentam utilidade terapêutica consolidada; contudo, na terapia combinada entre lamotrigina e valproato, ocorre indução metabólica expressiva da glicuronidação mediada pelo valproato, o que exige a diminuição imediata da dose de manutenção da lamotrigina para prevenir toxicidade e manifestações cutâneas graves.
Assinale a alternativa CORRETA: