Uma decisão oficial de que um indivíduo é perigoso para si ...

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Q4373983 Psicologia
Uma decisão oficial de que um indivíduo é perigoso para si mesmo ou para os outros é pretexto legal para privá-lo da liberdade. O indivíduo assim avaliado será submetido, voluntária ou involuntariamente, a uma avaliação psicológica, a determinação de periculosidade é realizada com base em várias fontes de informação, abrangendo dados de entrevista, dados de história de caso e testagem formal. Este indivíduo deveria passar por que tipo de avaliação?
Alternativas

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: A referência a uma decisão oficial com possível restrição da liberdade situa a demanda no campo legal e conduz à avaliação psicológica forense (E).

Tema central: Finalidade da avaliação forense
Análise das alternativas
A
Errada
A avaliação de aconselhamento responderia a uma demanda de orientação ou aconselhamento. A demanda apresentada, porém, é produzir informações sobre periculosidade para subsidiar uma decisão oficial, e não orientar o indivíduo.
B
Errada
A avaliação neuropsicológica teria como objeto central a investigação do funcionamento neuropsicológico, demanda que não aparece no caso. O que está explicitado é o uso da avaliação em uma decisão legal; não há fundamento para classificá-la pelo objeto neuropsicológico.
C
Errada
A presença de testagem formal não basta para classificar a avaliação como psicométrica. Essa escolha confunde um recurso de mensuração com a finalidade do processo: os testes são uma das fontes de informação, enquanto o enquadramento solicitado decorre do uso dos resultados em uma decisão legal.
D
Errada
A avaliação de personalidade identifica um objeto de investigação, mas o caso não delimita a personalidade como seu foco específico. Associar periculosidade automaticamente a traços de personalidade não justifica essa escolha: a característica expressa da demanda é sua finalidade legal.
E
Certa
No caso, a investigação da periculosidade fornece informações para uma decisão oficial com possível repercussão sobre a liberdade do avaliado. A combinação de entrevistas, história de caso e testes não define o enquadramento: são fontes de informação. A participação voluntária ou involuntária também não altera essa finalidade. O papel da avaliação é subsidiar a decisão, não autorizar, por si só, a privação da liberdade.
Pegadinha da questão
Os detalhes sobre testagem e periculosidade podem desviar a atenção para a psicometria ou para a personalidade. A confusão explorada é tomar o recurso empregado ou um possível objeto de investigação como se fossem a finalidade da avaliação.
Dica para questões semelhantes
  • Antes de classificar uma avaliação, identifique a pergunta que ela deve responder e a decisão que seus resultados devem subsidiar; só depois considere os instrumentos mencionados.
  • Em questões sobre risco para si ou para terceiros, procure o vínculo explícito com uma decisão legal: a presença de risco, isoladamente, não determina o caráter forense.

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