O exame ultra-estrutural de tecido não cerebral permanece um...

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Ano: 2018 Banca: EXATUS Órgão: Prefeitura de Caxias do Sul - RS
Q1196207 Medicina
O exame ultra-estrutural de tecido não cerebral permanece um valioso método diagnóstico das doenças metabólicas do sistema nervoso, sobretudo quando as dosagens enzimáticas específicas ou análises de genética molecular não podem ser realizadas. Entre os achados do exame ultra-estrutural, podemos citar a presença de corpos curvilíneos em células endoteliais, que sugerem o seguinte diagnóstico:
Alternativas

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Tema central: A questão aborda doenças metabólicas do sistema nervoso, enfatizando achados ultraestruturais em biópsias de tecidos não cerebrais, fundamentais para o diagnóstico quando exames enzimáticos/genéticos não estão disponíveis.

Justificativa da alternativa correta – Letra A (Lipofuscinose Neuronal Infantil Tardia - LINCL):
A LINCL é uma doença neurodegenerativa hereditária com início entre 2 e 4 anos, marcada por epilepsia, regressão cognitiva, perda visual e atrofia cerebral. Ultraestruturalmente, seu principal marcador são corpos curvilíneos em células endoteliais, detectados por microscopia eletrônica, especialmente em biópsia de pele ou conjuntiva. Esse achado é fundamental quando os exames moleculares ou enzimáticos não são acessíveis, servindo como “pista de ouro” para a identificação dessa lipofuscinose, conforme destacado em revisões da área e consensos neuropatológicos.

Análise das alternativas incorretas:

B) Distrofia neuroaxonal infantil: Não exibe corpos curvilíneos. O achado típico é acúmulo de esferoides neuroaxônicos ricos em material frouxo/granular nos axônios, identificado também por microscopia eletrônica – diagnóstico realizado por outros padrões de inclusões.

C) Doença de Lafora: Caracteriza-se pela presença de corpos de Lafora (poliglucosanas) no citoplasma, principalmente em neurônios e outros tecidos, visualizados com colorações especiais. Não há corpos curvilíneos em sua ultraestrutura.

D) Leucodistrofia Metacromática: O exame ultraestrutural revela depósitos de sulfatídeos (matéria metacromática) nas células gliais e não corpos curvilíneos. O diagnóstico baseia-se na deficiência da arilsulfatase A e não em inclusões específicas como na LINCL.

Pontos-chave para provas e estratégias:
A associação de corpos curvilíneos + biópsia de tecido não cerebral = LINCL. Fique atento aos termos específicos dos achados ultraestruturais e relacione-os diretamente às doenças citadas. Pegadinhas usuais envolvem confundir os tipos de inclusões e suas localizações.

De acordo com referências neuropatológicas, como “Neuropathology” de Love & Perry e revisões científicas (Vide UpToDate, Orphanet), a identificação de corpos curvilíneos posiciona firmemente o diagnóstico na LINCL.

Resumo: A presença de corpos curvilíneos em células endoteliais evidencia a alternativa A (LINCL), destacando a importância da correlação entre achados ultraestruturais e doenças metabólicas neurodegenerativas.

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