O exame ultra-estrutural de tecido não cerebral permanece um...
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Tema central: A questão aborda doenças metabólicas do sistema nervoso, enfatizando achados ultraestruturais em biópsias de tecidos não cerebrais, fundamentais para o diagnóstico quando exames enzimáticos/genéticos não estão disponíveis.
Justificativa da alternativa correta – Letra A (Lipofuscinose Neuronal Infantil Tardia - LINCL):
A LINCL é uma doença neurodegenerativa hereditária com início entre 2 e 4 anos, marcada por epilepsia, regressão cognitiva, perda visual e atrofia cerebral. Ultraestruturalmente, seu principal marcador são corpos curvilíneos em células endoteliais, detectados por microscopia eletrônica, especialmente em biópsia de pele ou conjuntiva. Esse achado é fundamental quando os exames moleculares ou enzimáticos não são acessíveis, servindo como “pista de ouro” para a identificação dessa lipofuscinose, conforme destacado em revisões da área e consensos neuropatológicos.
Análise das alternativas incorretas:
B) Distrofia neuroaxonal infantil: Não exibe corpos curvilíneos. O achado típico é acúmulo de esferoides neuroaxônicos ricos em material frouxo/granular nos axônios, identificado também por microscopia eletrônica – diagnóstico realizado por outros padrões de inclusões.
C) Doença de Lafora: Caracteriza-se pela presença de corpos de Lafora (poliglucosanas) no citoplasma, principalmente em neurônios e outros tecidos, visualizados com colorações especiais. Não há corpos curvilíneos em sua ultraestrutura.
D) Leucodistrofia Metacromática: O exame ultraestrutural revela depósitos de sulfatídeos (matéria metacromática) nas células gliais e não corpos curvilíneos. O diagnóstico baseia-se na deficiência da arilsulfatase A e não em inclusões específicas como na LINCL.
Pontos-chave para provas e estratégias:
A associação de corpos curvilíneos + biópsia de tecido não cerebral = LINCL. Fique atento aos termos específicos dos achados ultraestruturais e relacione-os diretamente às doenças citadas. Pegadinhas usuais envolvem confundir os tipos de inclusões e suas localizações.
De acordo com referências neuropatológicas, como “Neuropathology” de Love & Perry e revisões científicas (Vide UpToDate, Orphanet), a identificação de corpos curvilíneos posiciona firmemente o diagnóstico na LINCL.
Resumo: A presença de corpos curvilíneos em células endoteliais evidencia a alternativa A (LINCL), destacando a importância da correlação entre achados ultraestruturais e doenças metabólicas neurodegenerativas.
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