Homem de 62 anos, hipertenso e dislipidêmico, encontra-se no...
Homem de 62 anos, hipertenso e dislipidêmico, encontra-se no terceiro dia de internação na unidade coronariana após apresentar um infarto agudo do miocárdio com elevação de segmento ST de parede anterior. Ele foi submetido à intervenção coronariana percutânea primária com implante de stent farmacológico na artéria descendente anterior (tempo porta-balão de 85 minutos). A evolução era estável, porém passou a referir dor torácica aguda, de caráter pleurítico, que irradia para o trapézio e melhora quando o paciente inclina o tronco para a frente. Ao exame físico de agora: consciente, orientado, eupneico; pressão arterial: 118 x 72 mmHg; frequência cardíaca: 88 bpm; SatO2 em ar ambiente: 96%; pulmonar: normal. Eletrocardiograma: ritmo sinusal; ondas Q em V1-V4; o segmento ST mantém-se elevado nas derivações precordiais, associado à persistência de ondas T positivas. Ecocardiograma transtorácico: fração de ejeção de ventrículo esquerdo: 42%, com acinesia anteroapical; há discreto derrame pericárdico (4 mm), sem sinais de colapso diastólico de câmaras direitas ou variação respiratória significativa do fluxo mitral.
Considerando a evolução descrita, é correto afirmar: