A obesidade é considerada hoje uma epidemia mundial na infân...
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Comentário de Gabarito – Avaliação da Obesidade em Crianças e Adolescentes
Tema central: A questão aborda diagnóstico e avaliação da obesidade infantil e adolescente, condição de elevada prevalência e impacto em saúde pública. O objetivo é cobrar do candidato conhecimento sobre os métodos recomendados na identificação deste distúrbio nutricional.
Gabarito: Alternativa A
Justificativa: A alternativa A é incorreta. De acordo com o Manual de Orientação sobre Obesidade na Infância e Adolescência da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2025, a obesidade é diagnosticada principalmente através de índices antropométricos, como o IMC (Índice de Massa Corporal), independentemente da presença ou ausência de dislipidemia. A dislipidemia, apesar de frequentemente associada, é uma possível consequência da obesidade, mas não é critério fundamental para seu diagnóstico. Assim, afirmar que a existência de dislipidemia é necessária para identificar obesidade é um erro conceitual grave e contraria protocolos atualizados.
Análise das Alternativas:
B) Correta: O IMC é atualmente o método clínico preferencial para avaliar obesidade em crianças e adolescentes (SBP, Manual de Diretrizes ANS), utilizando tabelas específicas por idade e sexo. O escore Z (desvio padrão) padroniza a avaliação entre diferentes faixas etárias.
C) Correta: A circunferência abdominal é usada como método auxiliar para estimar gordura visceral e risco cardiovascular associado, conforme destaca o Manual da ANS.
D) Correta: Índices antropométricos e valores em escore Z são recomendados para avaliar obesidade segundo protocolos do Ministério da Saúde e da SBP: “Deve-se utilizar IMC e classificar o resultado com base em escores Z” (SBP, 2022, p. 10).
Dicas de prova:
Questões de concursos frequentemente apresentam alternativas que confundem associação (ex: obesidade e dislipidemia) com critério diagnóstico. Fique atento a palavras como “necessária”, “sempre” ou “somente”, pois elas costumam indicar pegadinhas.
Conclusão: Para diagnosticar obesidade infantil, não é preciso identificar dislipidemia. O raciocínio clínico objetivo exige domínio dos critérios antropométricos.
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