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Q3546810 Veterinária
O ducto arterioso é uma comunicação entre a aorta e a artéria pulmonar que participa da circulação fetal. Esse ducto deve se fechar por completo, em cães e gatos, até os primeiros 10 dias de vida. Quando o fechamento não ocorre de maneira adequada, observa-se a persistência do ducto arterioso (PDA), uma anomalia cardíaca congénita frequente em cães. Essa condição pode gerar complicações sistémicas graves, em decorrência da insuficiência cardíaca desenvolvida pelo animal.
Acera desse assunto, julgue (C ou E) o item a seguir. 

O paciente irão apresentar pulso arterial hipercinético, chamado “pulso em martelo d’agua”, que também pode ser observado em regurgitação aórtica grave. 
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Tema central: Persistência do Ducto Arterioso (PDA) em cães e seu achado clássico de pulso arterial hipercinético (“pulso em martelo d’água”), também descrito na regurgitação aórtica grave. Trata-se de uma alteração hemodinâmica por aumento da pressão de pulso (sistólica alta + diastólica baixa).

Gabarito: C (Certo)

Justificativa da alternativa correta: No PDA com shunt esquerda→direita, há “runoff” diastólico do sangue da aorta para a artéria pulmonar, o que reduz a pressão diastólica aórtica. Paralelamente, o ventrículo esquerdo sofre sobrecarga de volume, elevando a pressão sistólica. O resultado é pressão de pulso ampla e pulso hipercinético (martelo d’água), exatamente como ocorre na regurgitação aórtica grave, onde o “runoff” é para o ventrículo esquerdo. Esse achado é clássico em cardiologia veterinária.

Como identificar na prova (estratégia): Associar “pulso em martelo d’água” a condições de runoff diastólico e ampla pressão de pulso: PDA e insuficiência aórtica. Evite confundir com doenças que cursam com pulso fraco (ex.: estenose aórtica).

Achados clínicos e diagnóstico no PDA:

  • Sopro contínuo “em maquinaria” na base cardíaca esquerda, com frêmito.
  • Pulso hipercinético, taquipneia/intolerância ao exercício; sinais de IC esquerda em casos avançados.
  • Radiografia: cardiomegalia (AE/VE), hiperfluxo pulmonar.
  • Ecocardiograma Doppler (padrão-ouro): fluxo contínuo aorto-pulmonar, medida do diâmetro ductal para planejamento de oclusão.
  • Atenção ao shunt reverso (Eisenmenger): cianose diferencial; nesses casos, não ocluir o ducto.

Tratamento (conduta recomendada):

  • Oclusão precoce do ducto: transcateter (ex.: ACDO, coils) ou ligadura cirúrgica.
  • Estabilização se IC: diuréticos (furosemida), pimobendan, inibidor da ECA, oxigenoterapia conforme necessidade.
  • Contraindicado fechar em shunt reverso; manejo é clínico e específico.

Análise da alternativa incorreta: E (Errado) — Está incorreta porque nega um achado hemodinâmico comprovado no PDA: o pulso hipercinético, também típico da regurgitação aórtica grave, devido à ampliação da pressão de pulso.

Referências essenciais (Vet): Ettinger & Feldman. Textbook of Veterinary Internal Medicine; Bonagura & Twedt. Kirk’s Current Veterinary Therapy; Tilley & Smith Jr. Manual of Canine and Feline Cardiology; consensos e revisões de cardiologia veterinária (ACVIM) sobre cardiopatias congênitas e manejo ecocardiográfico.

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