Mulher, 39 anos, apresenta cefaleia súbita de forte intensid...

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Q4196786 Medicina
Mulher, 39 anos, apresenta cefaleia súbita de forte intensidade, associada a náusea e vômito, durante relação sexual, há cerca de 3 horas. Exame físico: bom estado geral, estável hemodinamicamente, afebril; exame neurológico com rigidez de nuca e ausência de déficits focais. Foi realizada tomografia de crânio, sem contraste, cujo resultado foi normal.
Na investigação diagnóstica dessa paciente, assinale a alternativa que apresenta corretamente a próxima conduta.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O quadro clínico aponta fortemente para hemorragia subaracnóidea: cefaleia súbita em trovoada, náuseas/vômitos e rigidez de nuca. Na suspeita de HSA, a tomografia de crânio sem contraste é o exame inicial, mas se vier normal e a suspeita persistir, o próximo passo clássico é a punção lombar.

Tema central: Suspeita de HSA
Análise das alternativas
A
Errada
Tomografia com contraste não é a sequência propedêutica indicada para excluir hemorragia subaracnóidea após TC sem contraste normal. O erro é trocar o método clássico de confirmação quando a suspeita clínica persiste: o contraste não substitui a punção lombar nessa investigação.
B
Errada
Analgesia e seguimento ambulatorial são inadequados porque o quadro não é de cefaleia benigna até prova em contrário: há cefaleia súbita intensa com rigidez de nuca, achados que sustentam suspeita de HSA. A TC inicial normal, isoladamente, não autoriza encerrar a investigação nem dar alta.
C
Certa
A alternativa C está correta porque a punção lombar permite pesquisar hemácias e xantocromia no líquor, achados que sustentam hemorragia subaracnóidea quando a tomografia sem contraste não a demonstrou. Assim, ela completa a investigação diagnóstica após a TC normal em paciente com forte suspeita clínica.
D
Errada
Doppler transcraniano não é exame confirmatório inicial de hemorragia subaracnóidea em paciente com cefaleia em trovoada e TC normal. Seu uso se relaciona à avaliação/seguimento de vasoespasmo em casos já diagnosticados, não ao passo seguinte da investigação diagnóstica inicial.
E
Errada
Ressonância de crânio pode ter utilidade em contextos específicos, mas não é a próxima conduta padrão nesta situação clássica. O critério que exclui a alternativa é a sequência diagnóstica consolidada: suspeita forte de HSA + TC sem contraste normal = punção lombar.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre TC normal e exclusão definitiva de hemorragia subaracnóidea. O erro induzido é ignorar que a clínica continua altamente sugestiva e que, nesse cenário clássico, a investigação deve prosseguir com líquor.
Dica para questões semelhantes
  • Em cefaleia em trovoada com sinais meníngeos, pense primeiro em hemorragia subaracnóidea, mesmo sem déficit focal.
  • Na suspeita de HSA, a TC inicial é sem contraste; se vier normal e a suspeita clínica permanecer alta, o próximo passo clássico é punção lombar.
  • Não troque exame de diagnóstico inicial por exame voltado a complicação, como doppler transcraniano para vasoespasmo.
  • Não encerre investigação de cefaleia súbita intensa com rigidez de nuca apenas porque a TC inicial foi normal.

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