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Q4196780 Medicina
Mulher, 28 anos, previamente hígida, e sem histórico familiar relevante, apresenta dispneia há 2 horas acompanhada de dor torácica leve. Nega tosse ou febre. Exame físico: bom estado geral, orientada no tempo e no espaço, corada, afebril, acianótica e anictérica; ausculta respiratória com roncos esparsos, FR = 30 ipm, SpO2 = 92%; ausculta cardíaca com ritmo regular em 2 tempos, sem sopros, FC = 116 bpm, PA = 100/60 mmHg; membros inferiores sem edemas.
Com base na probabilidade clínica pré-teste, a investigação diagnóstica mais adequada neste momento é realizada com
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O critério que decide a questão é o algoritmo diagnóstico do tromboembolismo pulmonar (TEP) pela probabilidade clínica pré-teste: em paciente hemodinamicamente estável, sem choque e sem elementos suficientes para alta probabilidade clínica no enunciado, a etapa inicial adequada é a dosagem de D-dímero; a imagem fica reservada para D-dímero positivo ou probabilidade clínica alta.

Tema central: Suspeita de TEP
Análise das alternativas
A
Errada
A angiotomografia de tórax é exame confirmatório importante no TEP, mas não é o primeiro passo quando a questão exige raciocínio pela probabilidade pré-teste e o caso é de paciente estável sem probabilidade clínica alta claramente estabelecida. Nesse contexto, pular diretamente para imagem contraria o algoritmo diagnóstico clássico.
B
Errada
A cintilografia pulmonar de ventilação e perfusão não é o exame inicial padrão neste cenário. Ela é alternativa quando a angiotomografia está contraindicada ou indisponível, como em situações selecionadas de insuficiência renal ou alergia a contraste iodado, o que não foi descrito. Além disso, a etapa inicial aqui é o D-dímero.
C
Errada
Ecocardiograma transtorácico e BNP não são a estratégia diagnóstica inicial para confirmar ou excluir TEP em paciente estável com probabilidade não alta. Esses exames avaliam repercussão cardíaca ou outras hipóteses, mas não substituem o algoritmo diagnóstico do TEP baseado em probabilidade clínica pré-teste e D-dímero.
D
Certa
A alternativa D está correta porque a paciente tem quadro compatível com TEP, porém está estável hemodinamicamente e o enunciado não sustenta alta probabilidade clínica pré-teste. Nesse cenário, o D-dímero é o exame inicial adequado para exclusão diagnóstica, pois tem utilidade em pacientes com probabilidade baixa ou intermediária. Ele não confirma TEP isoladamente, mas é o passo correto antes de exame de imagem.
E
Errada
Cateterismo cardíaco é exame invasivo e não integra a investigação diagnóstica inicial habitual do TEP nesse contexto. O enunciado não sustenta síndrome coronariana nem necessidade de avaliação hemodinâmica invasiva. A dor torácica é leve e o quadro clínico direciona para suspeita de TEP, cuja abordagem inicial, em paciente estável e sem alta probabilidade definida, é outra.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre reconhecer suspeita de TEP e pedir imediatamente o exame confirmatório. O ponto cobrado não é qual exame detecta melhor o TEP, e sim qual é a primeira etapa da investigação quando a probabilidade clínica pré-teste não é alta e a paciente está estável.
Dica para questões semelhantes
  • Em suspeita de TEP, primeiro defina se há instabilidade hemodinâmica; isso muda o fluxo diagnóstico.
  • Se a probabilidade clínica pré-teste não for alta, o passo inicial é D-dímero; imagem fica para D-dímero positivo ou alta probabilidade.
  • Não use D-dímero para confirmar TEP; a utilidade dele nesse contexto é excluir doença quando a probabilidade pré-teste é baixa ou intermediária.
  • Ausência de edema em membros inferiores não exclui TEP e não deve ser usada para afastar a hipótese.

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