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Q3546765 Veterinária
O Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros (PNCRH), coordenado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária (MAPA), orienta ações de vigilância, prevenção e controle da raiva transmitida por morcegos hematófagos. O manual técnico do referido programa estabelece diretrizes para vacinação, investigação epidemiológica, notificação obrigatória de casos suspeitos e o controle de populações de Desmodus rotundus, considerando o risco sanitário das regiões.
Considerando as diretrizes do PNCRH, e de acordo com o que dispõe o Manual Técnico desse programa (2009), julgue (C ou E) o item a seguir.  

Fatores como desmatamentos, retirada de fonte alimentar abrupta, inundações e presença de herbívoros ou quirópteros positivos para raiva possibilitam o ingresso do transmissor em determinadas áreas, a circulação viral e a consequente difusão da doença em novas áreas. 
Alternativas

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Tema central: Vigilância e fatores de risco no Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros (PNCRH/MAPA), especialmente quanto à ecologia do Desmodus rotundus e à difusão da raiva em novas áreas.

Gabarito: E (Errado)

Por que está errado: O enunciado mistura fatores de risco com indicadores de ocorrência. Segundo o Manual Técnico do PNCRH (MAPA, 2009), alterações ambientais (ex.: desmatamento, enchentes) podem deslocar colônias e modificar o padrão de ataque, favorecendo a circulação do vírus quando há rebanhos suscetíveis e baixa cobertura vacinal. Contudo, a “presença de herbívoros ou quirópteros positivos” não “possibilita o ingresso” do transmissor; é evidência de que o vírus já ingressou e está circulando, devendo disparar medidas de vigilância, vacinação emergencial e controle de abrigos (PNCRH/MAPA 2009; PANAFTOSA/OPAS-OMS).

Além disso, o PNCRH enfatiza como determinante a maior disponibilidade de alimento (expansão pecuária bovina) para sustentação de populações de D. rotundus, e não a “retirada abrupta” como fator primário reconhecido de expansão. A retirada de alimento pode levar à dispersão pontual, mas não é listada como diretriz-chave no manual; já a ausência de vacinação, a alta densidade de morcegos e a manutenção de abrigos são claramente apontadas como facilitadores da difusão.

Raciocínio para a prova: Diferencie causa de marcador de ocorrência. “Positivos” são marcadores que exigem ação, não causas de ingresso. Atenção a verbos como “possibilitam o ingresso”, que sugerem causalidade.

O que o PNCRH realmente destaca:

  • Favorecem a difusão: expansão de rebanhos suscetíveis, baixa cobertura vacinal, presença e manutenção de abrigos, alta densidade de D. rotundus, alterações ambientais que provoquem deslocamento.
  • Indicadores (não causas): ocorrência de herbívoros/morcegos positivos, aumento de ataques, neurologia compatível em herbívoros.

Análise das alternativas:

  • C (Certo): Incorreta porque atribui à “presença de positivos” o papel de causa do ingresso, quando é consequência e indicador de circulação viral.
  • E (Errado): Correta para o item, pois o enunciado contém esse erro conceitual central.

Referências-chave para estudo: Manual Técnico do PNCRH – MAPA (2009); PANAFTOSA/OPAS-OMS – diretrizes de vigilância da raiva transmitida por morcegos; WOAH (OIE) – Código Terrestre sobre raiva.

Dica final: Ao ler itens sobre PNCRH, sublinhe termos que indiquem “causa” versus “indicador” e confirme se constam explicitamente do Manual de 2009.

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