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Q3329145 Técnicas em Laboratório
Para a vigilância de epizootias em primatas não humanos aplicada à vigilância da febre amarela, amostras de sangue total, soro sanguíneo e tecidos são encaminhadas para investigação. São exemplos de técnicas laboratoriais utilizadas no diagnóstico e/ou pesquisa do “genoma viral completo” e “vírion”, respectivamente:
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Tema central: Vigilância de epizootias em primatas não humanos (PNH) para febre amarela e escolha de técnicas laboratoriais conforme a unidade-alvo da investigação: “genoma viral completo” versus “vírion (partícula infecciosa)

Gabarito: E — sequenciamento NGS / isolamento viral

Justificativa da correta (E): Para obter o genoma completo do vírus da febre amarela (YFV), a abordagem de escolha é o NGS (Next-Generation Sequencing), pois permite sequenciar todo o material genético de forma abrangente, inclusive com baixa carga viral, útil para vigilância genômica e filodinâmica. Já a investigação do vírion (partícula íntegra e viável) é feita por isolamento viral em cultura celular (p. ex., C6/36 ou Vero), que demonstra a presença de vírus infeccioso. Essa lógica é coerente com diretrizes do Ministério da Saúde (Guia de Vigilância em Saúde) e recomendações OMS/PAHO e UpToDate para febre amarela: RT-PCR/Imuno-histoquímica para confirmação, NGS para caracterização genômica e virus isolation para demonstrar viabilidade.

Análise das incorretas:

A — RT-PCR em tempo real / sequenciamento Sanger: A RT-qPCR detecta RNA-alvo com alta sensibilidade, mas não entrega o genoma completo, apenas confirma presença. Sanger sequencia fragmentos curtos; além disso, não demonstra vírion ou infectividade.

B — Sequenciamento Sanger / metagenômica: Sanger não é a melhor escolha para genoma completo (demanda múltiplos amplicons e montagem trabalhosa). Metagenômica (NGS sem alvo) detecta perfis genômicos em amostras complexas, mas não certifica vírion viável; avalia material genético, não a partícula infecciosa.

C — Metagenômica / RT-PCR: Metagenômica até pode recuperar genomas completos, mas a segunda parte falha: RT-qPCR detecta RNA, não o vírion íntegro nem a sua viabilidade.

D — Isolamento viral / RT-PCR em tempo real: Inverte os alvos: isolamento demonstra vírion viável, mas não é a técnica primária para obter o genoma completo. RT-qPCR não demonstra vírion.

Estratégia de prova: Associe “genoma completo” a NGS/metagenômica e “vírion” a isolamento viral (ou microscopia eletrônica). Cuidado com a pegadinha: RT-qPCR ≠ vírion; Sanger é limitado para genomas completos em vigilância.

Aplicação prática na febre amarela (PNH): Amostras de fígado, baço, soro ou sangue total: RT-qPCR e imuno-histoquímica confirmam casos; NGS define linhagens/filogenia; isolamento viral evidencia infectividade. Referências: Ministério da Saúde — Guia de Vigilância em Saúde (Febre Amarela), OMS/PAHO Yellow Fever Laboratory guidance, UpToDate (Yellow fever: virology, epidemiology, diagnostics).

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