Em um ensaio de isolamento viral, uma alíquota de soro prov...
Gabarito comentado
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Tema central: interpretação de isolamento viral em cultura celular e do efeito citopático (CPE) no contexto de suspeita de Chikungunya (CHIKV), e a necessidade de testes confirmatórios para identificar o vírus.
Gabarito: Alternativa A.
Por quê? A afirma que a presença de CPE garante positividade para CHIKV. Isso é incorreto. O CPE indica replicação viral/lesão celular, mas é inespecífico: diversos vírus (p.ex., outros arbovírus), contaminação por micoplasma ou toxicidade de amostra podem produzir alterações degenerativas semelhantes. Assim, o CPE não identifica o agente por si só. Diretrizes laboratoriais (CDC/WHO) e textos de referência (Harrison’s; UpToDate) recomendam confirmação específica após observação de CPE.
Análise das demais alternativas
B – Correta. Após observar CPE, é necessário empregar método confirmatório: imunofluorescência com anticorpos anti-CHIKV, RT-PCR do sobrenadante/células para confirmar o genoma do CHIKV, ou ensaio de neutralização (p.ex., PRNT) para especificidade. Isso está alinhado às recomendações da OMS/CDC para diagnóstico de arboviroses.
C – Correta. Reforça o ponto-chave: o CPE não garante positividade para CHIKV. É a forma negativa da alternativa A e está de acordo com a prática de virologia diagnóstica.
D – Correta. A imunofluorescência com anticorpos específicos para CHIKV nas células infectadas é método clássico para confirmar identidade do vírus após isolamento. Alternativas equivalentes incluem imunoperoxidase e RT-PCR. Referência: UpToDate, capítulos de diagnóstico de Chikungunya; manuais da OMS.
E – Correta (com ressalva importante). A microscopia eletrônica (ME) pode visualizar partículas virais em culturas com CPE, corroborando a presença de virions com morfologia compatível (alphavirus: envelopados, ~60–70 nm). No contexto de uma cultura que replicou, a visualização por ME sustenta a presença de partícula viral. Entretanto, a ME não é específica para CHIKV e, isoladamente, não mede infectividade; a confirmatória de espécie deve vir de testes específicos (imuno ou molecular). Em provas, leia “pode ser confirmada” como “pode ser evidenciada/corroborada” por ME após isolamento.
Estratégia de prova: desconfie de termos absolutos como “garante”. Em isolamento viral, CPE sugere replicação, mas a identificação do agente requer método específico. Métodos-padrão: RT-PCR, imunofluorescência, ensaios de neutralização. A ME é complementar e morfológica.
Referências úteis: WHO/PAHO – Laboratory diagnosis of Chikungunya; CDC – Arboviral Diagnostic Testing; Harrison’s Principles of Internal Medicine (Virologia, diagnóstico laboratorial); UpToDate – Diagnosis of Chikungunya virus infection.
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