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Q3329135 Medicina
Em um ensaio de isolamento viral, uma alíquota de soro proveniente de um paciente com quadro clínico compatível com Chikungunya foi inoculada em monocamada celular em frasco de 25cm², contendo meio de cultura completo suplementado com soro fetal bovino, e mantido em incubadora por dez dias. A monocamada celular foi observada em microscópio óptico invertido diariamente, a fim de acompanhar possível efeito citopático. Ao longo do ensaio foi observado uma ampla alteração degenerativa nas células. Em relação ao resultado do ensaio NÃO é correto afirmar que:
Alternativas

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Tema central: interpretação de isolamento viral em cultura celular e do efeito citopático (CPE) no contexto de suspeita de Chikungunya (CHIKV), e a necessidade de testes confirmatórios para identificar o vírus.

Gabarito: Alternativa A.

Por quê? A afirma que a presença de CPE garante positividade para CHIKV. Isso é incorreto. O CPE indica replicação viral/lesão celular, mas é inespecífico: diversos vírus (p.ex., outros arbovírus), contaminação por micoplasma ou toxicidade de amostra podem produzir alterações degenerativas semelhantes. Assim, o CPE não identifica o agente por si só. Diretrizes laboratoriais (CDC/WHO) e textos de referência (Harrison’s; UpToDate) recomendam confirmação específica após observação de CPE.

Análise das demais alternativas

B – Correta. Após observar CPE, é necessário empregar método confirmatório: imunofluorescência com anticorpos anti-CHIKV, RT-PCR do sobrenadante/células para confirmar o genoma do CHIKV, ou ensaio de neutralização (p.ex., PRNT) para especificidade. Isso está alinhado às recomendações da OMS/CDC para diagnóstico de arboviroses.

C – Correta. Reforça o ponto-chave: o CPE não garante positividade para CHIKV. É a forma negativa da alternativa A e está de acordo com a prática de virologia diagnóstica.

D – Correta. A imunofluorescência com anticorpos específicos para CHIKV nas células infectadas é método clássico para confirmar identidade do vírus após isolamento. Alternativas equivalentes incluem imunoperoxidase e RT-PCR. Referência: UpToDate, capítulos de diagnóstico de Chikungunya; manuais da OMS.

E – Correta (com ressalva importante). A microscopia eletrônica (ME) pode visualizar partículas virais em culturas com CPE, corroborando a presença de virions com morfologia compatível (alphavirus: envelopados, ~60–70 nm). No contexto de uma cultura que replicou, a visualização por ME sustenta a presença de partícula viral. Entretanto, a ME não é específica para CHIKV e, isoladamente, não mede infectividade; a confirmatória de espécie deve vir de testes específicos (imuno ou molecular). Em provas, leia “pode ser confirmada” como “pode ser evidenciada/corroborada” por ME após isolamento.

Estratégia de prova: desconfie de termos absolutos como “garante”. Em isolamento viral, CPE sugere replicação, mas a identificação do agente requer método específico. Métodos-padrão: RT-PCR, imunofluorescência, ensaios de neutralização. A ME é complementar e morfológica.

Referências úteis: WHO/PAHO – Laboratory diagnosis of Chikungunya; CDC – Arboviral Diagnostic Testing; Harrison’s Principles of Internal Medicine (Virologia, diagnóstico laboratorial); UpToDate – Diagnosis of Chikungunya virus infection.

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