No diagnóstico das infecções pelo vírus dengue, é correto af...
Gabarito comentado
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Tema central: diagnóstico laboratorial da dengue e a escolha do teste conforme a fase da doença. Em geral: fase aguda (0–5 dias) → RT-PCR e/ou antígeno NS1; fase pós-aguda/convalescente (>5–7 dias) → sorologia (IgM por MAC-ELISA). Diretrizes: OMS/PAHO e Ministério da Saúde do Brasil.
Alternativa correta: E
O MAC-ELISA (captura de IgM) detecta anticorpos IgM que surgem, em média, a partir do 5º dia de sintomas e permanecem por semanas a meses. Em amostras convalescentes, sua positividade sustenta diagnóstico presuntivo de infecção recente/ativa por dengue. É o teste sorológico de escolha quando não há amostra pareada. Referências: OMS/PAHO “Dengue: Guidelines…”, MS-Brasil “Guia de Vigilância em Saúde”, UpToDate.
Análise das alternativas incorretas
A) “Testes moleculares não são específicos.” Incorreto. O RT-PCR para dengue é altamente específico e recomendado na fase aguda (0–5 dias), podendo inclusive identificar o sorotipo viral. Não confunda especificidade do método com janela de detecção. OMS/MS recomendam RT-PCR como padrão inicial na fase aguda.
B) “ELISA identifica sorotipo em fase aguda.” Incorreto. Ensaios ELISA padrão detectam anticorpos (IgM/IgG) ou antígeno NS1, mas não determinam sorotipo. A identificação do sorotipo é feita por RT-PCR (molecular) ou isolamento viral, não por ELISA convencional.
C) “Fixação de complemento é o mais indicado com amostra única.” Incorreto e desatualizado. O teste de fixação de complemento tem menor sensibilidade/especificidade e alta reatividade cruzada entre flavivírus. Com amostra única, a recomendação é MAC-ELISA (se >5 dias) ou NS1/RT-PCR (até 5 dias).
D) “Neutralização discrimina IgM de IgG e dispensa amostras pareadas.” Incorreto. O PRNT mede anticorpos neutralizantes, não distingue classes IgM/IgG, é laborioso e geralmente requer amostras pareadas para confirmar infecção recente. Não é indicado para diagnóstico precoce de rotina.
Estratégia para a prova
- Associe teste à janela clínica: 0–5 dias → RT-PCR/NS1; >5–7 dias → IgM (MAC-ELISA).
- Desconfie de métodos obsoletos (fixação de complemento) ou promessas de “sorotipagem por ELISA”.
- Lembre das limitações: IgM pode persistir por até 2–3 meses e pode haver reatividade cruzada com outros flavivírus; quando necessário, confirmar com testes adicionais (PRNT/RT-PCR), conforme diretrizes.
Referências sucintas: OMS/PAHO Dengue Guidelines; Ministério da Saúde – Guia de Vigilância em Saúde (dengue, 2023); UpToDate – Diagnosis of dengue virus infection; Harrison’s Principles of Internal Medicine (cap. doenças virais).
Gabarito: E
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