No protocolo de vigilância da febre amarela em caso de óbit...

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Q3329118 Saúde Pública
No protocolo de vigilância da febre amarela em caso de óbito é necessário que sejam coletadas amostras post-mortem de tecidos humanos e de primata não humano (PNH/macacos) para que sejam enviadas ao laboratório para análise e confirmação do diagnóstico pelas técnicas de isolamento viral, detecção do genoma viral ou exames histoquímicos. Nesses casos, o material deve ser coletado da seguinte forma:
Alternativas

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Alternativa correta: D - nas primeiras oito horas do óbito para minimizar a degradação viral.

1. Tema central:
A questão aborda a vigilância laboratorial da febre amarela em casos de óbito, destacando o momento correto para a coleta de amostras de tecidos humanos e de primatas não humanos (macacos) para diagnóstico preciso.

2. Resumo teórico:
Após o óbito, ocorre degradação rápida dos tecidos e do material viral devido a processos naturais de autólise e putrefação. Para garantir a confiabilidade dos testes laboratoriais — como isolamento viral, RT-PCR e análises histoquímicas — é fundamental que as coletas sejam realizadas o mais breve possível. O Manual de Vigilância Epidemiológica da Febre Amarela do Ministério da Saúde recomenda que as amostras sejam coletadas dentro das primeiras oito horas após o óbito para minimizar a degradação e aumentar as chances de detecção do vírus.

3. Justificativa da alternativa correta:
A opção D está correta pois a coleta nas primeiras oito horas permite maior preservação do material viral, essencial para um diagnóstico confiável. A identificação rápida do agente etiológico é indispensável tanto para confirmação laboratorial quanto para ações de saúde pública.

4. Análise das alternativas incorretas:

  • A: Coletar após 36 horas do óbito prejudica a qualidade do material, pois a degradação já está avançada, dificultando o isolamento viral.
  • B: Após 24 horas não “potencializa a replicação viral”; ao contrário, reduz a possibilidade de detecção devido à decomposição.
  • C: Após 16 horas também não facilita a necropsia e já compromete a integridade do material viral.
  • E: Independe de horário está errada, pois o tempo é fator crítico na qualidade do diagnóstico laboratorial.

5. Estratégia de interpretação:
Observe sempre termos como “primeiras horas” ou “minimizar degradação”. Alternativas que sugerem adiar a coleta costumam ser incoerentes com protocolos de biossegurança e qualidade em vigilância epidemiológica.

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