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Q3332529 Veterinária
Considerando as práticas recomendadas para a identificação e o registro de animais em biotérios, a medida mais eficaz para assegurar a rastreabilidade e o gerenciamento adequado dos dados reprodutivos e genéticos dos animais seria a implementação de:
Alternativas

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Tema central: identificação individual e registro confiável de animais em biotérios para rastreabilidade de dados reprodutivos e genéticos. Em provas, associe “rastreabilidade” e “gerenciamento de dados” a soluções duráveis, únicas e integráveis a sistemas eletrônicos (LIMS), com baixo erro humano.

Alternativa correta: C — sistemas eletrônicos de identificação (microchips subcutâneos). Microtransponders RFID fornecem identificador único, permanente e não transferível, lido automaticamente, reduzindo erros de digitação e trocas de gaiola. Integram-se a softwares de colônia, vinculando pedigree, genótipo, datas de cruzamento, partos e amostras biológicas, atendendo exigências de GLP (rastreabilidade e trilha de auditoria). Diretrizes como o Guide for the Care and Use of Laboratory Animals (NRC, 8ª ed.), CCAC e recomendações FELASA indicam que, quando é necessária identificação individual de longo prazo com alta confiabilidade e menor estresse, microchips são opção preferível, desde que com analgesia/assepsia e pessoal treinado (princípio dos 3Rs – Refinement). Além disso, facilitam conformidade com ARRIVE (relato transparente dos animais) e boas práticas de biotério.

Por que as demais estão incorretas?

A) Marcação física única (brincos, tatuagens, entalhes) pode individualizar, mas sofre com perda, ilegibilidade e erros de transcrição; algumas técnicas têm impacto em bem-estar (ex.: ear tag rasga, toe clipping só com forte justificativa). Não é a mais eficaz para gerenciamento de dados e integração eletrônica.

B) Etiquetas de papel na gaiola identificam a gaiola, não o indivíduo. São facilmente trocadas na limpeza, molham e rasgam; não garantem vínculo contínuo animal-dados, contrariando rastreabilidade exigida por GLP e pelo Guide.

D) Registros manuais sem backup têm alto risco de perda, inconsistências e ausência de trilha de auditoria, dificultando buscas, checagens e integração com genotipagem. Não atendem boas práticas regulatórias.

E) Identificação visual sem registros é subjetiva e inviável em linhagens isogênicas (camundongos semelhantes). Sem documentação, não há rastreabilidade de dados reprodutivos/genéticos.

Estratégia de prova: ao ver termos como “rastreabilidade”, “dados reprodutivos/genéticos” e “gerenciamento”, prefira sistemas eletrônicos com ID único e integração. Cuidado com a pegadinha da “marcação física única”: é aceitável, mas não é a mais eficaz para gestão robusta e auditável.

Referências essenciais: NRC – Guide for the Care and Use of Laboratory Animals (8ª ed.); CCAC Guidelines on animal identification; FELASA recommendations; OECD GLP; ARRIVE Guidelines.

Mantenha o foco em soluções que reduzam erro humano, aumentem bem-estar e garantam auditabilidade completa do histórico do animal.

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