Com base na estrutura de colônias de fundação ou produtoras...
I. A autoperpetuação de uma colônia de fundação requer acasalamentos monogâmicos permanentes com registro individual dos animais para controle reprodutivo e genético.
II. Em colônias outbred, é necessário um número relativamente grande de casais para garantir a heterozigose e manter constante a frequência gênica.
III. A introdução de novos animais em uma linhagem inbred após sua formação é recomendada para aumentar a diversidade genética e reduzir a consanguinidade.
Das afirmativas acima:
Gabarito comentado
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Tema central: estrutura e manejo genético de colônias em biotérios, com foco em autoperpetuação (manter produção contínua) e em integridade genética. Diferencia-se o manejo de colônias inbred (isogênicas, alta homozigose) e outbred (heterogênicas, alta variabilidade).
Gabarito: A (apenas I e II corretas)
I. Correta. Em colônias de fundação/produtoras de matrizes, a autoperpetuação exige controle rigoroso do acasalamento e registro individual (pedigree, identificação, datas), permitindo rastreabilidade e prevenção de cruzamentos indesejados. O pareamento monogâmico permanente é prática consolidada para colônias núcleo e para manutenção de linhagens inbred (ex.: irmão–irmã), assegurando controle reprodutivo e genético. Exemplo: em colônia matriz, pares fixos com fichas individuais evitam aumento não monitorado de consanguinidade. Referências: Guide for the Care and Use of Laboratory Animals (NRC), Fox et al. Laboratory Animal Medicine.
II. Correta. Em colônias outbred, o objetivo é manter heterozigose e frequências gênicas estáveis. Para reduzir deriva genética e o aumento do coeficiente de endogamia, requer-se tamanho efetivo de população elevado, com número relativamente grande de casais e esquemas de acasalamento que equalizem contribuição parental (p. ex., sistemas rotacionais tipo Poiley). Diretrizes sugerem dezenas de casais (≥25 pares) para estabilidade genética entre gerações. Referências: FELASA/ICLAS sobre qualidade genética; Festing MFW, ILAR Journal.
III. Incorreta. Em inbred, a meta é a isogenicidade (homozigose fixa). Introduzir animais “novos” após a formação quebra a identidade genética da linhagem, descaracterizando-a. A manutenção correta é por acasalamento irmão–irmã e, quando necessário, rederivação por criopreservação ou reposição a partir da mesma linhagem/fonte repositória (p. ex., banco de embriões), nunca por introdução alogênica para “aumentar diversidade”. Referências: FELASA (gestão da qualidade genética), Fox et al., Guide NRC.
Estratégia de prova: procure palavras-chave. “Outbred” associa-se a grandes efetivos e controle da heterozigose. “Inbred” liga-se a irmão–irmã e não introduzir novos animais. A “pegadinha” está na afirmativa III: parece boa prática geral, mas contraria o princípio das linhagens isogênicas.
Referências úteis: NRC. Guide for the Care and Use of Laboratory Animals, 8th ed.; FELASA/ICLAS – recomendações sobre qualidade genética de colônias; Fox JG et al. Laboratory Animal Medicine; Festing MFW, ILAR Journal (manejo de inbred/outbred).
Resposta final: alternativa A.
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