A craniotomia frontotemporoesfenoidal, mais conhecida co...

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Ano: 2019 Banca: Quadrix Órgão: FHGV Prova: Quadrix - 2019 - FHGV - Médico Neurocirurgião |
Q1069651 Medicina
A craniotomia frontotemporoesfenoidal, mais conhecida como pterional, representa o acesso transcraniano mais utilizado na neurocirurgia devido à sua praticidade e ampla exposição às mais variadas lesões neurocirúrgicas. A respeito dessa modalidade de craniotomia, assinale a alternativa correta.
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Tema central: A questão aborda a craniotomia pterional, também conhecida como craniotomia frontotemporoesfenoidal, um dos acessos transcranianos mais utilizados na neurocirurgia. Esse acesso é fundamental para tratar variadas lesões localizadas especialmente na região da base do crânio, como aneurismas, tumores e malformações.

Justificativa da alternativa correta (A):
A craniotomia pterional exige precisão na colocação do primeiro orifício de trepanação, cuja localização clássica é posteriormente à sutura frontozigomática e inferiormente à linha temporal superior. Esta posição permite ampla exposição das regiões frontal, temporal e esfenoidal, favorecendo o acesso às fossas cranianas anterior e média. A literatura neurocirúrgica, representada por obras como "Youmans & Winn Neurological Surgery" (6ª ed.), destaca esta orientação anatômica.

Análise das alternativas incorretas:

B) O eurio representa o ponto de maior largura do crânio, porém não é referência na craniotomia pterional. Os principais pontos craniométricos empregados são o ptério e as suturas frontozigomática e escamosa.

C) A afirmação está incorreta, pois a via pterional é especialmente indicada para acesso a aneurismas da circulação anterior, como os da artéria cerebral média e comunicante anterior. Segundo Rhoton Jr., 2003: “o acesso pterional oferece excelente exposição dos vasos da base e das cisternas.”

D) A dissecção interfascial visa principalmente prevenir lesão do ramo frontal do nervo facial, não do nervo trigêmeo. O nervo trigêmeo está protegido em plano mais profundo e não é risco principal neste acesso.

E) O ptério é o ponto formado pelo encontro das suturas coronal, escamosa, esfenoparietal e esfenofrontal, e não pela linha temporal superior. Cuidado com pegadinhas que mudam suturas ou referências anatômicas!

Estratégia e fontes: Fique atento a termos anatômicos precisos e a pontos de referência clássicos. Consulte sempre imagem anatômica ou descrição de atlas neurocirúrgicos, pois pequenas mudanças nos nomes podem ser pegadinhas comuns em provas.

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A craniotomia pterional é uma técnica muito utilizada em neurocirurgia por sua praticidade e ampla exposição às lesões neurocirúrgicas. A alternativa A é a correta, pois o primeiro orifício de trepanação geralmente se localiza posteriormente à sutura frontozigomática e inferiormente à linha temporal superior. A alternativa B é incorreta, pois um dos referenciais para a craniotomia pterional é o ponto pterional, e não o eurio. A alternativa C também é incorreta, pois a craniotomia pterional permite uma boa exposição de aneurismas localizados na circulação anterior, como os de cerebral média. A alternativa D também é incorreta, pois a dissecção interfacial tem como principal objetivo evitar lesões no nervo facial, e não no ramo frontal do nervo trigêmeo. Finalmente, a alternativa E está incorreta, pois o ptério é formado pelas suturas coronal, esfenofrontal, esfenotemporal e escamosa, e não pela sutura da linha temporal superior.

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