Em relação à reprodução em camundongos de laboratório, avali...
I. Os camundongos de laboratório, sendo poliéstricos, podem reproduzir-se continuamente ao longo do ano, apresentando apenas uma leve redução na fertilidade durante o inverno.
II. A maturidade sexual nas fêmeas de camundongos ocorre apenas após 8 semanas de idade, com a abertura do orifício vaginal.
III. O tampão vaginal detectado após a cópula garante que a fertilização ocorreu com sucesso e a gravidez é assegurada.
IV. A presença de um macho pode sincronizar o ciclo estral das fêmeas por meio do efeito Whitten, influenciado por feromônios voláteis na urina dos machos.
As afirmativas I, II, III e IV são, respectivamente:
Gabarito comentado
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Gabarito: A – V, F, F, V
Tema central: Reprodução de camundongos de laboratório (Mus musculus) em biotérios: ciclo estral, maturidade sexual, sinais de acasalamento e efeitos feromonais. Conhecer esses pontos é essencial para planejar acasalamentos, sincronizar ninhadas e interpretar achados reprodutivos.
I – Verdadeiro. Camundongos são poliestrais contínuos e, em condições controladas de biotério (luz 12:12, temperatura estável), reproduzem-se o ano todo. Pode haver leve queda sazonal de performance reprodutiva no inverno quando há variação de fotoperíodo/temperatura, mas não interrompem a reprodução. Referência: Guide for the Care and Use of Laboratory Animals (NRC, 2011); The Mouse in Biomedical Research.
II – Falso. A maturidade sexual das fêmeas ocorre, em geral, entre 5–8 semanas. A abertura vaginal costuma ocorrer por volta de 26–40 dias (≈4–6 semanas), podendo variar por linhagem e condições ambientais. Dizer “apenas após 8 semanas” é incorreto. Referência: FELASA/ILAR, manejo reprodutivo.
III – Falso. O tampão vaginal indica que houve cópula e deposição seminal, mas não garante fertilização nem gestação: pode ocorrer pseudogestação, falha de fertilização ou perda pré-implantacional. O dia do tampão é usado como “dia 0,5 de gestação” para acompanhamento, mas a confirmação exige palpação/ganho de peso ou métodos de imagem. Referência: The Mouse in Biomedical Research; ILAR Journal.
IV – Verdadeiro. A presença/odor de macho sincroniza o estro de fêmeas por feromônios urinários voláteis: Efeito Whitten. Relacione: Lee-Boot (anestro em fêmeas agrupadas sem macho), Vandenbergh (adiantamento da puberdade), Bruce (bloqueio de gestação por macho estranho). Referência: clássicos de feromoniologia em roedores; FELASA.
Por que a alternativa A é a correta: Ela combina a natureza poliestral contínua (I), corrige a idade de maturidade sexual (II), nega a garantia de prenhez pelo tampão (III) e reconhece o efeito Whitten (IV).
Análise das alternativas incorretas:
B (F, V, F, V): Erra I (camundongos reproduzem o ano todo) e II (maturidade não é apenas após 8 semanas).
C (V, V, F, V): Erra II (exagera a idade mínima; a abertura vaginal ocorre antes de 8 semanas).
D (F, F, V, F): Erra I e IV; e III é falso, não verdadeiro.
E (V, F, V, F): Erra III (tampão não assegura gestação) e IV (o efeito Whitten é real).
Estratégias de prova:
- Associe feromônios: Whitten (sincroniza estro), Bruce (bloqueio de gestação), Lee-Boot (anestro em grupo), Vandenbergh (puberdade precoce).
- Lembre: fêmeas ≈6 semanas já podem ciclar; tampão = cópula, não = prenhez garantida.
- Em biotério, controle de luz/temperatura minimiza sazonalidade.
Referências: NRC. Guide for the Care and Use of Laboratory Animals, 8th ed.; FELASA recommendations on breeding management; The Mouse in Biomedical Research, 2nd ed.; ILAR Journal.
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