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Q3837272 Saúde Pública

Um médico-veterinário epidemiologista, atuando em um programa municipal de Saúde, analisa duas séries históricas: casos de leptospirose canina confirmados laboratorialmente nos últimos 5 anos e registros de cardiomiopatia dilatada em cães idosos acompanhados em unidades de atenção básica veterinária. Observa forte sazonalidade e picos abruptos na leptospirose, enquanto a cardiomiopatia se mantém com prevalência elevada e relativamente estável.


Ao planejar o monitoramento e a avaliação de intervenções, qual abordagem epidemiológica integra de forma adequada as especificidades das doenças transmissíveis e das crônicas nesse contexto?

Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: A questão pedia compatibilizar a medida epidemiológica com dois perfis distintos: leptospirose canina com sazonalidade e picos abruptos, e cardiomiopatia dilatada com prevalência estável.

Tema central: Medidas epidemiológicas adequadas
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque reduz o monitoramento a número absoluto de casos, que não é a medida preferencial de frequência epidemiológica nem distingue a necessidade de incidência para leptospirose e de prevalência para cardiomiopatia.
B
Errada
Está errada porque aplica R₀ e taxa de ataque à cardiomiopatia, que é doença crônica não transmissível, e desloca a leptospirose para estudos transversais anuais, inadequados diante de confirmação laboratorial, sazonalidade e surtos.
C
Errada
Está errada porque estudo caso-controle não é abordagem preferencial para vigilância rotineira e não fornece diretamente incidência, prevalência ou risco no monitoramento da ocorrência.
D
Certa
A alternativa D é a única compatível com a base de decisão: usa incidência por período chuvoso e análise de clusters espaço-temporais para leptospirose, e inquéritos seriados de prevalência para cardiomiopatia.
E
Errada
Está errada porque trata a prevalência pontual como suficiente para qualquer situação, ignorando que doenças infecciosas com picos e sazonalidade exigem monitoramento de casos novos, isto é, incidência.
Pegadinha da questão
A confusão central era trocar incidência por prevalência no agravo infeccioso com surtos e, ao mesmo tempo, aplicar medidas de transmissão a uma doença crônica não transmissível.
Dica para questões semelhantes
  • Primeiro identifique a dinâmica do agravo: transmissível agudo com surtos pede incidência; condição crônica estável pede prevalência.
  • Não use número absoluto de casos como eixo principal de comparação epidemiológica quando a questão cobra medida de frequência.
  • R₀ e taxa de ataque pertencem ao campo da transmissão e surtos, não ao monitoramento de doença crônica não transmissível.
  • Caso-controle serve para investigar associação, não substitui indicadores de ocorrência no monitoramento rotineiro.

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