“Vilém Flusser profetiza: o ser humano, com os seus
aparatos digitais, vive já hoje a ‘vida intangível’ de amanhã. É
característica a essa nova vida a ‘atrofia das mãos’. Os
aparatos digitais fazem com que as mãos murchem. Eles
significam, porém, uma libertação do fardo da matéria. O ser
humano do futuro não precisará mais de mãos. Ele não
precisará mais lidar com alguma coisa e trabalhá-la, pois ele
não tem mais de lidar com coisas materiais, mas sim apenas
com informações intangíveis. No lugar das mãos, entram os
dedos. O novo ser humano passa os dedos, em vez de agir.”
No enxame. Byung Chul-Han.
Na sequência do pensamento exposto pelo filósofo germano-coreano, “a era do digital não é uma era do ócio”, mas se
caracterizaria como uma era
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