Em procedimento cirúrgico torácico em tamanduá-mirim (Taman...

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Q3837269 Veterinária
Em procedimento cirúrgico torácico em tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla) politraumatizado, com hipoventilação decorrente de contusão pulmonar, qual manejo anestésico-respiratório melhor atende às particularidades fisiológicas da espécie, reduzindo o risco de atelectrauma e hipercapnia intraoperatória?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Em cirurgia torácica com contusão pulmonar e hipoventilação, a ventilação espontânea tende a ser insuficiente; por isso, a resposta correta é a ventilação mecânica controlada com baixo volume corrente, capnografia e monitorização da pressão inspiratória, para garantir troca gasosa e reduzir atelectrauma e hipercapnia intraoperatória.

Tema central: Ventilação protetora em cirurgia torácica
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque mantém ventilação espontânea em um contexto em que ela tende a ser ineficaz: a abertura do tórax piora a mecânica ventilatória, e a contusão pulmonar já reduz complacência e favorece retenção de CO2. Além disso, a base afasta a premissa de que agonistas alfa-2 sejam úteis para 'estabilizar o drive respiratório' nesse cenário, pois podem potencializar depressão cardiorrespiratória.
B
Certa
A alternativa B é a única que reúne os elementos que o cenário exige: ventilação controlada para garantir ventilação alveolar em tórax cirúrgico, baixo volume corrente para reduzir lesão pulmonar induzida pela ventilação, capnografia para ajustar a ventilação minuto e corrigir hipercapnia, e monitorização da pressão inspiratória para limitar hiperinsuflação e reduzir volutrauma/barotrauma e atelectrauma. Esse é o manejo coerente com contusão pulmonar associada a hipoventilação durante procedimento torácico.
C
Errada
Está errada porque oxigênio suplementar intermitente não corrige hipoventilação mecânica nem garante eliminação adequada de CO2. O problema central do caso é ventilatório, não apenas de oferta de oxigênio. Em cirurgia torácica com hipoventilação por contusão pulmonar, oferecer O2 sem ventilação controlada não atende ao objetivo de reduzir hipercapnia intraoperatória.
D
Errada
Está errada porque máscara inalatória com alto fluxo não fornece via aérea definitiva nem controle efetivo da ventilação alveolar durante cirurgia torácica. Alto fluxo de O2 não substitui ventilação mecânica, e priorizar retomada rápida da ventilação autônoma não resolve a necessidade intraoperatória de controlar CO2 e proteger o pulmão lesionado.
E
Errada
Está errada porque o ponto decisivo não é reduzir empiricamente a resistência da via aérea com um tubo maior, e sim implementar estratégia ventilatória protetora. Além disso, a base destaca que escolher tubo de maior diâmetro pode aumentar risco de trauma de via aérea se inadequado ao animal. A medida não enfrenta o mecanismo do problema, que é hipoventilação em tórax aberto com contusão pulmonar.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre oxigenar e ventilar e também a falsa ideia de que, por se tratar de espécie silvestre, detalhes da espécie substituiriam os princípios gerais de ventilação protetora; aqui, o determinante é o tórax aberto com contusão pulmonar e hipoventilação.
Dica para questões semelhantes
  • Em cirurgia torácica com hipoventilação prévia, pense primeiro se a ventilação espontânea conseguirá manter troca gasosa; em geral, a necessidade é de ventilação controlada.
  • Se o enunciado fala em reduzir hipercapnia, procure a alternativa que controla ventilação alveolar e usa capnografia; oxigênio isolado não resolve retenção de CO2.
  • Quando houver lesão pulmonar, valorize estratégia protetora: baixos volumes e monitorização de pressão inspiratória pesam mais do que detalhes acessórios do circuito ou do tubo.

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