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Q3912635 Administração Geral
Acerca da evolução da Teoria Geral da Administração, abrangendo as abordagens clássica, científica e moderna, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O decisivo era identificar, na alternativa D, a rejeição de princípios universais e a dependência da eficácia à adequação da estrutura ao contexto.

Tema central: Teoria Contingencial
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque atribui à Teoria Clássica a ideia de estrutura altamente flexível e voltada à adaptação rápida ao ambiente externo. Pela base, a Teoria Clássica enfatiza estrutura formal, princípios gerais de administração e racionalização interna, não o ajuste contingencial ao ambiente.
B
Errada
Está errada porque nega o princípio central da Teoria dos Sistemas. Pela base, a organização é concebida como um sistema de partes interdependentes, com necessidade de integração entre subsistemas, e não como partes independentes e isoladas.
C
Errada
Está errada porque inverte as características da Teoria Burocrática de Weber. Pela base, burocracia se associa a formalização, impessoalidade, regras e hierarquia, e não a flexibilidade, informalidade e improvisação.
D
Certa
A alternativa D está correta porque apresenta o critério central da Teoria Contingencial: rejeição de princípios universais de gestão e defesa de que a estrutura organizacional eficaz depende das variáveis contingenciais, especialmente ambiente, tecnologia e situação.
Pegadinha da questão
Troca de atributos entre teorias diferentes.
Dica para questões semelhantes
  • Se a alternativa afirmar que não há princípios universais de gestão e que a estrutura depende do ambiente e da tecnologia, o referencial é contingencial.
  • Na Teoria dos Sistemas, descarte enunciados que tratem subsistemas como isolados; o conceito-chave é interdependência.
  • Na burocracia weberiana, procure formalização, regras, impessoalidade e hierarquia; se aparecer improvisação e informalidade, há incompatibilidade conceitual.

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Teoria Científica (Frederick Taylor) 1903

Foco: Nas Tarefas (no nível operacional/chão de fábrica).

Meta: Aumentar a produtividade eliminando o desperdício de tempo e movimentos.

Conceito: Homo Economicus (o homem se move apenas por dinheiro). Sistema Fechado.

Teoria Clássica (Henri Fayol) 1916

Foco: Na Estrutura organizacional (olhar de cima para baixo).

Meta: Organizar a empresa através de departamentos e funções bem definidas.

Conceito: Criou as funções do administrador (Prever, Organizar, Comandar, Coordenar e Controlar). Sistema Fechado. (POC3)

Teoria das Relações Humanas (Elton Mayo) 1932

Foco: Nas Pessoas e nos grupos sociais (surgiu após a Experiência de Hawthorne).

Meta: Humanizar a administração, percebendo que o trabalhador motivado produz mais.

Conceito: Homo Social (o homem se move por aceitação do grupo) e a descoberta da Organização Informal.

Teoria Burocrática (Max Weber) 1940

Foco: Na Estrutura e nas regras.

Meta: Buscar a previsibilidade total do comportamento humano através da impessoalidade, formalidade e meritocracia.

Conceito: Combate à corrupção e ao favoritismo, mas gerou as famosas "disfunções" (excesso de papelada e rigidez).

Teoria Neoclássica (Peter Drucker) 1954

Foco: Nos Objetivos e Resultados (Fins).

Meta: Ressurgimento prático da Teoria Clássica, mas de forma flexível e adaptada aos novos tempos.

Conceito: Redefiniu as funções administrativas para o famoso PODC (Planejar, Organizar, Dirigir e Controlar) e criou a APO (Administração por Objetivos).

Teoria Estruturalista 1947 a 1950s

Foco: Na Estrutura e no Ambiente.

Meta: Unir a visão formal (Clássica/Burocrática) com a visão informal (Relações Humanas).

Conceito: Primeira teoria a começar a olhar para fora da empresa (início da análise do ambiente externo).

Teoria Comportamental (Behaviorista) 1957

Foco: No Comportamento das pessoas dentro da organização.

Meta: Estudar a motivação humana a fundo para melhorar a gestão (evolução direta das Relações Humanas).

Conceito: Teorias de motivação clássicas de prova (Pirâmide de Maslow e Teoria dos Dois Fatores de Herzberg).

Teoria Contingencial 1970s

Foco: No Ambiente e na Tecnologia.

Meta: Adaptar a empresa à situação do momento. Não existem regras fixas.

Conceito: A teoria do "Depende". O ambiente externo e as ferramentas tecnológicas determinam como a organização deve se estruturar.

A Teoria Clássica propõe que a estrutura organizacional deve ser altamente flexível, adaptando-se rapidamente às pressões do ambiente externo, princípio que constitui a base da teoria Contingencial moderna.

A Teoria dos Sistemas entende a organização como um conjunto de partes independentes que funcionam de maneira isolada, sem necessidade de integração entre os subsistemas. 

A Teoria Burocrática, desenvolvida por Max Weber, caracteriza-se por estruturas flexíveis, informalidade e valorização da improvisação para aumento da eficiência.  

A Teoria Contingencial, pertencente ao período moderno da administração, afirma que não existem princípios universais de gestão e que a eficácia depende da adequação da estrutura organizacional às variáveis ambientais, tecnológicas e situacionais.

Teoria Contingencial (Moderna): Afirma que "nada é absoluto, tudo depende". Não há uma única forma ideal de gerenciar; a estrutura e as práticas dependem da situação, do ambiente externo e da tecnologia.

Teoria Clássica (Fayol): Preava a rigidez, centralização e foco na estrutura interna, e não na flexibilidade ou no ambiente externo (quem foca no ambiente externo é a Teoria Contingencial).

Teoria dos Sistemas: Entende a organização como um sistema aberto e interdependente, no qual todas as partes funcionam juntas e integradas (e não isoladas).

Teoria Burocrática (Weber): É pautada pela formalidade, regras rígidas, impessoalidade e hierarquia, sendo exatamente o oposto de informalidade e improvisação.

Análise e Fundamentação das Alternativas

  • A) Incorreta — Confusão com a Rigidez da Teoria Clássica:

    • Explicação: Atribuir flexibilidade e foco no ambiente externo à Teoria Clássica distorce completamente seus postulados históricos.

    • Fundamentação: A Teoria Clássica (de Henri Fayol) tratava a organização como um sistema fechado, priorizando a rigidez, a centralização, a estrutura interna formal e a departamentalização, sem qualquer preocupação adaptativa com o ambiente externo (papel que pertence, séculos depois, à Teoria Contingencial).

  • B) Incorreta — A Falácia do Isolamento na Teoria dos Sistemas:

    • Explicação: Afirmar que os subsistemas funcionam de maneira isolada contraria a premissa central da abordagem sistêmica.

    • Fundamentação: A Teoria dos Sistemas enxerga a organização como um todo unitário e integrado, composto por partes interrelacionadas e interdependentes (subsistemas). O funcionamento de uma área afeta diretamente as demais, sendo essencial a integração sinérgica, e jamais o isolamento.

  • C) Incorreta — Inversão dos Conceitos da Teoria Burocrática:

    • Explicação: Caracterizar a burocracia weberiana por informalidade e improvisação é um erro crasso de teoria administrativa.

    • Fundamentação: A Teoria Burocrática (desenvolvida por Max Weber) é pautada na máxima formalidade, impessoalidade, rigidez de normas, rotinas padronizadas, hierarquia estrita e escrituração minuciosa, combatendo frontalmente a improvisação e o favoritismo.

  • D) Correta — A Essência da Teoria Contingencial (Gabarito Oficial):

    • Explicação: É a assertiva exata e o gabarito oficial da questão!

    • Fundamentação: A Teoria Contingencial (período moderno da administração) consolida a máxima de que "não existe uma única maneira melhor (one best way)" de gerenciar. Tudo depende (contingência): a eficácia organizacional está diretamente vinculada à capacidade da empresa de adaptar sua estrutura e seus processos às variáveis externas, tecnológicas, ambientais e situacionais com as quais interage.

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