A anestesiologia veterinária aplicada aos animais selvagens ...

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Q3837268 Veterinária

A anestesiologia veterinária aplicada aos animais selvagens constitui um campo altamente especializado, que integra princípios farmacológicos, fisiológicos e comportamentais voltados ao manejo seguro de espécies não domesticadas. Julgue as sentenças abaixo como VERDADEIRAS (V) ou FALSAS (F).



(__) A contenção química é frequentemente o primeiro passo no planejamento anestésico, utilizando protocolos dissociativos, agonistas alfa-2 adrenérgicos e benzodiazepínicos, muitas vezes administrados por dardos ou dispositivos teleanestésicos para evitar aproximação direta.


(__) A escolha de anestésicos depende da espécie, biometria, estado de saúde, contexto do procedimento e risco de captura, prezando por drogas de rápida indução e recuperação controlada, essenciais para minimizar vulnerabilidades predatórias após a soltura.


(__) A suplementação de oxigênio em animais selvagens deve ser disponibilizada sempre que possível, embora nessas espécies a hiperventilação seja o achado respiratório mais comum durante a anestesia, indicando que ajustes ventilatórios devem priorizar a redução da eliminação excessiva de CO₂.



A sequência correta é: 

Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: A questão se resolve pelo padrão fisiológico respiratório sob anestesia em animais selvagens: a contenção química remota e a seleção individualizada do protocolo estão corretas, mas a terceira sentença é falsa porque o achado respiratório mais comum não é hiperventilação; em anestesia, o esperado é hipoventilação, com risco de hipoxemia e hipercapnia, o que define a sequência V–V–F e sustenta o gabarito A.

Tema central: Anestesia em fauna selvagem
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque as duas primeiras sentenças expressam princípios consolidados do manejo anestésico de fauna silvestre: a contenção química remota com dardos ou teleanestesia é frequentemente empregada para reduzir risco humano, estresse do animal e necessidade de aproximação direta, e os protocolos podem incluir dissociativos, agonistas alfa-2 adrenérgicos e benzodiazepínicos conforme espécie, objetivo e contexto. Também está correta a ideia de que a escolha do anestésico depende de espécie, biometria, estado clínico, procedimento e risco de captura, com valorização de indução e recuperação previsíveis, especialmente quando haverá soltura. A terceira sentença é falsa porque inverte o padrão fisiológico respiratório esperado durante a anestesia: o problema mais comum não é hiperventilação com eliminação excessiva de CO2, mas hipoventilação e troca gasosa inadequada, o que justifica ofertar oxigênio suplementar sempre que possível.
B
Errada
Está errada porque transforma a primeira sentença em falsa, mas ela está de acordo com o manejo anestésico de animais selvagens. Em fauna não domesticada, a contenção física direta muitas vezes é inviável ou insegura, de modo que a contenção química remota por dardos/dispositivos teleanestésicos é frequentemente o primeiro passo. Além disso, o uso de dissociativos, agonistas alfa-2 e benzodiazepínicos em diferentes combinações é compatível com a prática anestésica nessa área.
C
Errada
Está errada porque considera verdadeira a terceira sentença. O erro médico específico é fisiológico: durante a anestesia, o padrão mais comum é depressão do drive ventilatório e piora da relação ventilação/perfusão, favorecendo hipoxemia e frequentemente hipercapnia. Portanto, não faz sentido descrever hiperventilação como o achado respiratório predominante nem propor como prioridade ventilatória a redução da eliminação excessiva de CO2.
D
Errada
Está errada porque marca a segunda sentença como falsa, quando ela descreve corretamente o critério de seleção anestésica em fauna. Não existe protocolo único aplicável a todas as espécies selvagens; a escolha depende de espécie, porte/biometria, condição clínica, tipo de procedimento e risco de captura. A necessidade de indução rápida e recuperação controlada também é um critério válido, especialmente pelo impacto da recuperação na segurança pós-soltura.
E
Errada
Está errada pelo mesmo motivo central da alternativa D: a segunda sentença é verdadeira. O planejamento anestésico em animais selvagens deve ser individualizado conforme espécie, massa corporal, estado de saúde, contexto do procedimento e risco de captura. Negar isso contraria o princípio farmacológico básico do manejo de fauna e desconsidera a relevância de recuperação previsível para reduzir vulnerabilidade após a soltura.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre taquipneia/hiperventilação do estresse de captura antes da indução e o padrão respiratório do animal já anestesiado; no plano anestésico estabelecido, o problema mais comum é hipoventilação com risco de hipoxemia, não hiperventilação.
Dica para questões semelhantes
  • Em fauna selvagem, contenção química remota frequente não significa obrigatória em todos os casos, mas é um princípio compatível com manejo seguro.
  • Quando a questão falar em escolha de protocolo anestésico, procure os critérios de individualização: espécie, biometria, condição clínica, procedimento e risco de captura.
  • Se aparecer afirmação respiratória durante anestesia, teste contra o padrão fisiológico esperado: anestesia tende a deprimir ventilação e piorar oxigenação, não a causar hiperventilação como regra.
  • Oxigenoterapia 'sempre que possível' combina com o risco de hipoxemia em anestesia; cuidado com alternativas que partem da premissa oposta.

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