Dentre os inibidores da DPP4, qual não precisa de ajuste da ...
Dentre os inibidores da DPP4, qual não precisa de ajuste da dose em pacientes com insuficiência renal?
Gabarito comentado
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Tema central da questão:
Esta questão aborda farmacologia clínica dos inibidores da DPP-4 (gliptinas), com enfoque na necessidade de ajuste de dose em pacientes com insuficiência renal. Esse conhecimento é fundamental para a segurança e eficácia do tratamento do diabetes tipo 2, principalmente em pacientes com comprometimento da função renal, comuns na prática endocrinológica.
Justificativa da alternativa correta (B – Linagliptina):
A linagliptina não requer ajuste de dose em pacientes com qualquer grau de insuficiência renal, pois é eliminada predominantemente pela via biliar e intestinal, e não pela via renal. Segundo revisão publicada e consensos farmacológicos, "a linagliptina pode ser utilizada sem necessidade de redução da dose em pacientes com DRC em qualquer estágio, inclusive em diálise" (UpToDate; Sociedade Brasileira de Diabetes). Assim, é o fármaco preferencial no grupo em questão quando existe limitação renal.
Análise das alternativas incorretas:
A) Alogliptina: Requer redução da dose à medida que a função renal se deteriora, pois é eliminada principalmente pelos rins. Usar a dose convencional pode resultar em efeitos adversos.
C) Vildagliptina: Necessita de ajuste individualizado ou mesmo evitar o uso em insuficiência renal moderada a grave, por seu metabolismo renal significativo (Sociedade Brasileira de Diabetes, 2021).
D) Sitagliptina: Tem excreção renal importante e deve ter dose ajustada de acordo com o estágio da DRC, como descrito em bulas e consensos: 50 mg/dia para doença moderada e 25 mg/dia para doença avançada ou diálise.
Discussão prática e possíveis pegadinhas:
É comum o examinador buscar confundir o candidato, pois todas as gliptinas, exceto a linagliptina, requerem ajustes. Palavras-chave como “não precisa de ajuste” devem chamar a atenção! Na dúvida, foque sempre na via de eliminação do fármaco — característica fundamental para responder questões desse tipo.
Diretriz e protocolo:
Segundo o Consenso da Sociedade Brasileira de Diabetes, capítulo 7, p. 92: “Linagliptina pode ser utilizada sem ajuste de dose em pacientes com qualquer grau de insuficiência renal.”
Orientação final: Saber as diferenças farmacocinéticas entre as gliptinas é essencial para a prática e provas. Fixe: LINAGLIPTINA dispensa ajuste mesmo na diálise!
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