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Q3880295 Odontologia
Uma paciente de 60 anos de idade, com histórico de rinossinusite crônica e perda óssea alveolar acentuada no maxilar superior, submete-se à exodontia do dente 16 devido a uma lesão cariosa extensa e prognóstico reservado. Durante o procedimento, ocorreu uma comunicação buco-sinusal (CBS) de aproximadamente 5 mm de diâmetro.

Diante desse contexto clínico, é CORRETO afirmar que o plano de tratamento adequado para esta situação é: 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: Uma CBS de cerca de 5 mm após exodontia em maxila posterior, em paciente com rinossinusite crônica e perda óssea alveolar acentuada, tem baixo potencial de fechamento espontâneo e maior risco de cronificação/fístula oroantral; por isso, a conduta correta é fechamento cirúrgico mais robusto associado a medidas de proteção do seio maxilar, o que favorece a alternativa E.

Tema central: Comunicação buco-sinusal
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque sutura simples não é fechamento suficiente para uma CBS de aproximadamente 5 mm em paciente com sinusopatia crônica e perda óssea importante. A comunicação tem risco de persistir e evoluir para fístula se houver apenas aproximação superficial dos bordos. O encaminhamento ao otorrinolaringologista pode ser complementar, mas não substitui o manejo adequado da comunicação.
B
Errada
Está errada porque, embora o retalho pediculado palatino possa ser usado em alguns defeitos, a alternativa exclui antibioticoterapia e medicação adicional em um cenário com rinossinusite crônica e comunicação com o seio maxilar. Nesta questão, não basta apenas fechar o defeito; também era necessário considerar o componente sinusal. Entre as opções, o corpo adiposo de Bichat é mais adequado ao defeito posterior com perda óssea acentuada.
C
Errada
Está errada porque a conduta expectante não é adequada aqui. O fechamento espontâneo é mais plausível em defeitos menores e sem fatores agravantes; neste caso, há comunicação de cerca de 5 mm, em maxila posterior, com rinossinusite crônica e perda óssea alveolar acentuada, o que aumenta o risco de persistência do trajeto, infecção e fístula oroantral.
D
Errada
Está errada porque a alternativa ignora o cuidado com o seio maxilar, que é relevante neste caso por causa da rinossinusite crônica. Além disso, diante de perda óssea alveolar acentuada, um retalho vestibular de avanço simples pode ser menos favorável do que o corpo adiposo de Bichat, que oferece cobertura mais robusta em leito local desfavorável.
E
Certa
A alternativa E é a correta porque contempla o fechamento cirúrgico adequado para um defeito posterior de maxila em leito desfavorável, usando o corpo adiposo de Bichat, que é uma técnica consagrada, bem vascularizada e útil quando há pouca disponibilidade de tecido local ou perda óssea importante. Além disso, a rinossinusite crônica justifica medidas adjuvantes como antibioticoterapia e medicações nasais, para reduzir a carga infecciosa/inflamatória e favorecer a cicatrização.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre uma CBS pequena, que poderia sugerir conduta mais simples, e um defeito de cerca de 5 mm com rinossinusite crônica e perda óssea importante, situação em que não se deve esperar fechamento espontâneo nem ignorar o manejo do seio maxilar.
Dica para questões semelhantes
  • Avalie primeiro se o defeito tem chance real de fechar sozinho: comunicação em torno de 5 mm com fatores de risco locais ou sinusais não deve ser tratada como pequena.
  • Se houver sinusopatia prévia, o plano não pode se limitar ao retalho; é preciso incluir medidas adjuvantes para o seio maxilar.
  • Em defeitos posteriores da maxila com pouca disponibilidade tecidual ou perda óssea importante, pense em técnica mais vascularizada e robusta, como o corpo adiposo de Bichat.

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