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Q3194396 Medicina
Homem, 36 anos, foi submetido a biópsia endoscópica de lesão tumoral duodenal periampular, de conformação polipoide, medindo 1,8 cm no maior eixo. À microscopia, o processo era constituído por células epitelioides uniformes, com núcleo ovalado apresentando cromatina finamente granular, dispostas em pequenos ninhos sólidos, com uma figura mitótica em campo de 2,0 mm2. O processo revelou imunoexpressão negativa para CK7, MUC1, MUC5AC, IMP3 e vilina, e positividade para CK8/18, INSM1, sinaptofisina e CDX2. A imunoexpressão de Ki-67 foi encontrada em 1% das células neoplásicas. Qual é o provável diagnóstico anatomopatológico? 
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Tema central: Esta questão aborda o diagnóstico anatomopatológico de uma lesão periampular com base em achados morfológicos e imuno-histoquímicos. O ponto-chave é o correto reconhecimento dos critérios de classificação das neoplasias neuroendócrinas gastroenteropancreáticas segundo a classificação da OMS (2019).

Justificativa da alternativa correta (A):

A descrição microscópica revela morfologia neuroendócrina bem diferenciada (células uniformes com cromatina granular), com baixa atividade proliferativa (1 mitose/2 mm², Ki-67 = 1%). Os marcadores positivos (CK8/18, INSM1, sinaptofisina, CDX2) reforçam o diagnóstico de neoplasia neuroendócrina. Segundo o Protocolo INCA – NEN Gastroenteropancreáticos (OMS 2019):

Tumor neuroendócrino grau 1:
• Morfologia bem diferenciada,
• Índice mitótico <2 mitoses/2 mm²,
• Ki-67 <3%.

Portanto, a alternativa A é a correta (“Neoplasia neuroendócrina periampular grau 1 da OMS”).

Análise das alternativas incorretas:

B) Neoplasia neuroendócrina grau 2: Os critérios não são atendidos pois o índice mitótico e o Ki-67 estão abaixo do limiar de G2 (que exige mitoses ≥2/2 mm² ou Ki-67 ≥3%).
C) Grau 3: Requer morfologia bem diferenciada, mas com muito maior atividade proliferativa (Ki-67 >20% ou mitoses >20/2 mm²), o que não ocorre aqui.
D) Carcinoma neuroendócrino: Essa entidade possui pouca diferenciação morfológica e índices proliferativos altos — incompatível com os achados.
E) Adenoma tubular: Sua morfo e imunofenotipagem não reconhece marcadores neuroendócrinos. O quadro é claramente neuroendócrino, não ductal/epitelial.

Estratégia de prova e pontos-chave:

Atenção ao Ki-67 e índice mitótico, frequentemente usados como “pegadinha” – valores baixos excluem graus mais altos. Leia atenciosamente os critérios de corte e correlacione com a morfologia diferenciada descrita. Marque sempre a alternativa que cumpre rigorosamente todos os requisitos do grau segundo as diretrizes.

Resumo: Para classificar neoplasias neuroendócrinas periampulares, fundamente-se em morfologia, índice mitótico e expressão de Ki-67, conforme a OMS e protocolos nacionais (INCA, 2019). Esse domínio é essencial em concursos públicos de Medicina.

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