Em um programa integrado de conservação de um carnívoro sil...

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Q3837260 Veterinária

Em um programa integrado de conservação de um carnívoro silvestre ameaçado na Mata Atlântica, o médico-veterinário participa do comitê técnico que coordena ações in situ (unidades de conservação e propriedades privadas) e ex situ (centros de reprodução e zoológicos). O grupo discute como alinhar manejo sanitário, genético e comportamental entre os dois componentes do programa.


Nessa situação, qual estratégia está tecnicamente adequada à lógica complementar entre conservação in situ e ex situ

Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O ponto decisivo é a complementaridade entre conservação in situ e ex situ em espécie ameaçada: o ex situ deve atuar como população de seguro integrada ao in situ, não como sistema isolado, e a estratégia correta é a que preserva manejo genético, sanitário e comportamental com possibilidade de reforço ou reintrodução apenas quando articulados à proteção do habitat e ao controle das ameaças. Isso corresponde à alternativa C.

Tema central: Complementaridade entre conservação in situ e ex situ
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque transforma o ex situ em população reprodutiva permanentemente isolada, negando seu papel complementar como população de seguro integrada ao in situ. A biossegurança não implica veto absoluto à translocação ou reintrodução; o critério técnico correto é integração conservacionista com protocolos rigorosos, não isolamento definitivo.
B
Errada
Está errada porque propõe captura rotineira de indivíduos de vida livre para abastecer geneticamente o ex situ, inclusive priorizando fêmeas jovens de fragmentos ainda estáveis. Isso contraria o critério demográfico e genético básico: retirar indivíduos reprodutivamente valiosos da natureza pode reduzir a viabilidade reprodutiva, a dinâmica populacional e a diversidade genética da população fonte.
C
Certa
A alternativa C está correta porque descreve exatamente o papel técnico do componente ex situ em espécies ameaçadas: manter um plantel com manejo genético estruturado para reduzir perda de diversidade e endogamia, com protocolos sanitários rigorosos para controlar riscos entre cativeiro e vida livre, e com manejo comportamental voltado à manutenção de repertórios compatíveis com sobrevivência após soltura. Além disso, ela não trata a soltura como ato isolado: condiciona reforços populacionais e reintroduções à articulação com ações in situ sobre habitat, conectividade e ameaças, que é a condição necessária para que essas medidas tenham sentido conservacionista.
D
Errada
Está errada porque reduz o in situ a simples local de soltura e dispensa monitoramento pós-libertação. Pela medicina da conservação aplicada à fauna silvestre, reintrodução e reforço exigem não só triagem sanitária e preparo comportamental, mas também acompanhamento pós-soltura para avaliar sobrevivência, dispersão, adaptação, reprodução e impactos sanitários/ecológicos. Exames clínicos iniciais normais não bastam para validar soltura sem seguimento.
E
Errada
Está errada porque restringe indevidamente a utilidade do ex situ a espécies já extintas na natureza. A base afirma que o ex situ pode ser indicado antes disso, como complemento ao in situ, em espécies ameaçadas sob risco elevado. Também é incorreto considerar suficiente a existência de uma unidade de conservação com registro recente do táxon, porque isso não garante viabilidade populacional de longo prazo, diversidade genética, conectividade nem controle das ameaças.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre prudência sanitária e isolamento absoluto do ex situ, além da ideia equivocada de que soltura ou existência de área protegida, por si só, resolvem a conservação sem integração genética, comportamental, sanitária e ecológica.
Dica para questões semelhantes
  • Se a questão falar em programa integrado de espécie ameaçada, procure a alternativa que trate o ex situ como complemento do in situ, e não como substituto ou sistema isolado.
  • Elimine opções que proponham retirar rotineiramente animais reprodutivos da natureza sem considerar impacto demográfico e genético na população fonte.
  • Reintrodução ou reforço só fazem sentido, na lógica correta, com manejo sanitário, genético e comportamental mais ações sobre habitat, conectividade e ameaças.
  • Desconfie de alternativas que dispensem monitoramento pós-libertação ou tratem exame clínico inicial normal como condição suficiente para soltura.

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