O adenoma metanéfrico corresponde a uma neoplasia renal beni...

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Q3194387 Medicina
O adenoma metanéfrico corresponde a uma neoplasia renal benigna hipercelular, que predominantemente apresenta imunoexpressão nuclear difusa para WT1 e imunoexpressão membranosa/citoplasmática para CD57, e usualmente está associada a: 
Alternativas

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Tema central: A questão explora o reconhecimento do adenoma metanéfrico, um tumor renal benigno raro, e sua relevante associação genético-molecular. O foco está não apenas na imunohistoquímica, mas principalmente na mutação típica encontrada nesses tumores.

Justificativa da alternativa correta – D) Mutações p.V600E de BRAF:

Estudos recentes apontam que aproximadamente 90% dos adenomas metanéfricos apresentam mutação p.V600E no gene BRAF (“BRAF V600E”), resultando na ativação da via MAPK, relacionada à proliferação controlada mas benigna nas células desse tumor. O reconhecimento desse marcador é importante para diferenciar o adenoma metanéfrico de outras neoplasias renais.
Segundo publicação no European Urology, “BRAF V600E mutation was found in 90% of metanephric adenoma cases”.

Análise crítica das alternativas incorretas:

  • A) Mutações de IDH1: Essas mutações ocorrem principalmente em astrocitomas, oligodendrogliomas e alguns sarcomas, não havendo associação com o adenoma metanéfrico.
  • B) Mutações de KRAS: Presente em neoplasias como carcinoma colorretal e pancreático, não sendo típico deste tumor renal.
  • C) Inativação do gene SMARCB1: Relaciona-se a tumores renais agressivos como tumor rabdoide, não ao adenoma metanéfrico.
  • E) Rearranjo de ALK: Frequentemente encontrado em alguns linfomas e tumores pulmonares, não na neoplasia descrita.

Estratégias de prova e pontos-chave:
A leitura atenta permite identificar dicas importantes do enunciado: imunomarcação típica (WT1, CD57) e menção à benignidade, que afastam genes associados a tumores mais agressivos ou de outros sistemas. Esse é um ponto em que decorar mutações-chave associadas a tumores raros reforça o desempenho em provas.

Referências e diretrizes:
Apesar da ausência de protocolos específicos da OMS ou Ministério da Saúde sobre adenoma metanéfrico, livros como “Robbins & Cotran – Patologia Estrutural e Funcional” e plataformas como UpToDate também confirmam a associação com BRAF V600E.

Lembre-se: Associar imunohistoquímica aos achados moleculares é estratégia valiosa na banca!

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