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Q3194382 Medicina
Em relação ao osteossarcoma parosteal, assinale a alternativa INCORRETA.
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Tema central: Osteossarcoma parosteal é um osteossarcoma de baixo grau que surge na superfície cortical (juxtacortical), crescendo como massa exofítica ossificada. Difere do osteossarcoma convencional (alto grau, intramedular) e do periosteal (intermediário, com matriz cartilaginosa).

Gabarito (INCORRETA): A – A assertiva chama o parosteal de “alto grau”. Isso contraria a definição: trata-se de neoplasia bem diferenciada, de baixo grau, com baixo índice mitótico e crescimento lento, usualmente sem necessidade de quimioterapia quando ressecado amplamente. O local de origem (superfície cortical) está correto, mas o grau histológico está errado.

Por que as demais estão corretas:

B) A localização típica é a face posterior da metáfise do terço distal do fêmur (≈60–80%), seguida por tíbia proximal e úmero. Esse padrão anatômico é clássico e ajuda no diagnóstico por imagem. (OMS/WHO 5ª ed.; UpToDate)

C) A lesão é uma massa exofítica, lobulada, de base ampla, em continuidade com o córtex, frequentemente muito ossificada, podendo ter nódulos cartilaginosos de permeio. Radiograficamente, pode haver plano de clivagem entre tumor e córtex nas fases iniciais. (Dahlin’s Bone Tumors; UpToDate)

D) Na histologia, observa-se osso neoplásico hipocelular (trabéculas de osso imaturo), mínimas atipias, baixo índice mitótico e células fusiformes no estroma fibroso — quadro de baixo grau. (WHO; Rosai and Ackerman’s Surgical Pathology)

E) O prognóstico é excelente com ressecção ampla: sobrevida em 5 anos ≈ 80–90%. A imunoexpressão nuclear de MDM2 (e frequentemente CDK4) reflete a amplificação 12q13-15, útil para diferenciar de mimetizadores. A positividade por imuno/FISH é amplamente descrita. (WHO; UpToDate)

Dicas de prova e armadilhas:

  • Palavras-chave: “baixo grau”, “massa exofítica ossificada”, “posterior do fêmur distal”, “MDM2+”.
  • Não confundir com osteossarcoma periosteal (intermediário, matriz cartilaginosa, diárise, “saucerização” cortical) nem com osteossarcoma convencional (alto grau, intramedular).
  • Tratamento: ressecção ampla; quimioterapia é reservada a dediferenciado ou doença avançada. Medularização/dediferenciação piora o prognóstico.

Fontes úteis para revisão: WHO Classification of Tumours of Soft Tissue and Bone (5ª ed.), UpToDate – Parosteal osteosarcoma, Dahlin’s Bone Tumors, Rosai and Ackerman’s Surgical Pathology.

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