Entre os critérios diagnósticos fundamentais para o diagnóst...
Entre os critérios diagnósticos fundamentais para o diagnóstico de leiomiossarcoma mixoide do corpo uterino, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estão a presença de:
I. Necrose das células neoplásicas.
II. Mais de 0,4 mitoses por milímetro2.
III. Margem/borda tumoral de padrão infiltrante/irregular.
IV. Atipias celulares acentuadas.
Quais estão corretos?
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Tema central: critérios histopatológicos da OMS para o diagnóstico de leiomiossarcoma mixoide uterino. Nesta variante, o estroma mixoide “dilui” a celularidade, e por isso o índice mitótico pode ser baixo; o diagnóstico se apoia em sinais de agressividade como necrose tumoral, atipia e padrão infiltrativo.
Alternativa correta: E (I, II, III e IV)
I. Necrose das células neoplásicas: a necrose coagulativa de células tumorais é marcador robusto de malignidade e compõe os critérios fundamentais (diferenciar de necrose hialina/degenerativa dos leiomiomas). Referência: WHO Classification of Female Genital Tumours, 5ª ed.
II. Mais de 0,4 mitoses/mm²: no leiomiossarcoma mixoide, qualquer atividade mitótica apreciável já pesa a favor de malignidade. O ponto de corte de 0,4/mm² (~≈1 mitose/10 CGA, a depender da área do campo) é aceito como apoio ao diagnóstico quando presente em conjunto com outros critérios. Referências: WHO 2020/2023; UpToDate – Uterine sarcomas: Classification, clinical features, and diagnosis.
III. Margem/borda infiltrativa/irregular: padrão infiltrante é típico dos sarcomas e ajuda a distinguir de leiomioma mixoide, que costuma ser bem circunscrito. Critério-chave segundo a OMS.
IV. Atipias celulares acentuadas: atipia nuclear moderada a acentuada é um pilar do diagnóstico de malignidade em tumores de músculo liso. Mesmo com baixo índice mitótico, atipia marcada sustenta leiomiossarcoma mixoide.
Estratégia de prova: procure por três pistas “malignas”: necrose tumoral, atipia e infiltração. No subtipo mixoide, não exija mitoses altas; presença de qualquer índice mitótico relevante já contribui.
Por que as demais alternativas estão incorretas?
A (I e III): ignora atipia acentuada e a atividade mitótica, que são critérios fundamentais segundo a OMS para reforçar malignidade no subtipo mixoide.
B (II e IV): omite a necrose tumoral e o padrão infiltrativo, ambos altamente específicos para sarcoma e centrais no diagnóstico diferencial com leiomioma mixoide.
C (I, II e III): falta a atipia acentuada, um dos três pilares clássicos de malignidade em tumores de músculo liso.
D (I, III e IV): exclui a referência à atividade mitótica que, embora muitas vezes baixa nesse subtipo, quando presente (>0,4/mm²) fortalece o diagnóstico.
Pegadinhas frequentes: não confundir necrose coagulativa de células tumorais (maligna) com necrose hialina/ischemica (benigna). Lembre-se de que o índice mitótico baixo não afasta leiomiossarcoma na variante mixoide. Fontes: WHO 5ª ed.; UpToDate; Blaustein’s Pathology of the Female Genital Tract.
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