Sobre a reescrita do fragmento “Um estudo de 2020 estimou qu...

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Leia o Texto I e responda à questão.


Texto I



Esponja de ossos de lula pode ajudar a remover microplásticos da água



Segundo o estudo publicado na Science Advances, o produto absorveu 99% dos microplásticos em quatro amostras diferentes


Lex Harvey, da CNN

19/02/2025 às 16:08, atualizado em 24/02/2025 às 10:32



    Microplásticos estão por toda parte. Eles foram encontrados no pico do Monte Everest e em criaturas que habitam as trincheiras mais profundas do mar. Eles estão na água engarrafada, placentas humanas e leite materno. Essas pequenas partículas de plástico sufocam a vida selvagem, perturbam os ecossistemas e ameaçam a saúde humana – e são notoriamente difíceis de remover.

    Mas cientistas na China descobriram uma possível solução: uma esponja biodegradável feita de ossos de lula e algodão. Uma equipe de pesquisa da Universidade de Wuhan usou quitina de ossos de lula e celulose de algodão – dois compostos orgânicos conhecidos por eliminar a poluição de águas residuais – para criar uma esponja biodegradável.

    Eles então testaram a esponja em quatro amostras de água diferentes, retiradas de água de irrigação, água de lagoa, água de lago e água do mar, e descobriram que ela removeu até 99,9% dos microplásticos, de acordo com um estudo publicado em dezembro de 2024 na Science Advances. “O planeta está sob grande ameaça dos microplásticos, e os ecossistemas aquáticos são os primeiros a sofrer”, escreveram os autores.

    Microplásticos são pequenos fragmentos de plástico menores que 5 milímetros. Eles vêm de tudo, desde pneus, que são então quebrados em pedaços menores, até microesferas, um plástico encontrado em produtos de beleza, como esfoliantes.

    Um estudo de 2020 estimou que há 14 milhões de toneladas métricas de microplásticos no fundo do oceano. Cientistas chamaram os microplásticos de “um dos principais desafios ambientais desta geração” e o problema é uma questão ambiental reconhecida internacionalmente.

    O plástico é uma poluição persistente que prejudica a vida selvagem e o próprio oceano, e há uma preocupação crescente sobre os potenciais riscos à saúde humana. O problema só tende a piorar com a produção de plástico e a poluição prevista para aumentar nos próximos anos.

    A esponja criada pelos pesquisadores de Wuhan foi capaz de absorver microplásticos tanto interceptando-os fisicamente quanto por atração eletromagnética, disse o estudo. Métodos estudados anteriormente para absorção de plásticos tendem a ser caros e difíceis de fazer, limitando sua escalabilidade.

    O baixo custo e a ampla disponibilidade de algodão e ossos de lula significam que a esponja criada em Wuhan “tem grande potencial para ser usada na extração de microplásticos de corpos d'água complexos”, de acordo com o estudo.

    No entanto, os autores do estudo não abordaram se a esponja pode remover microplásticos que afundam no sedimento, que é a maioria dos microplásticos em nossas águas, disse Ziajahromi, que não estava envolvido no estudo. Outra “questão crítica” é o descarte adequado das esponjas, disse Ziajahromi.

    “Embora o material seja biodegradável, os microplásticos que ele absorve precisam ser descartados adequadamente”, ela disse. “Sem um gerenciamento cuidadoso, esse processo corre o risco de transferir microplásticos de um ecossistema para outro.” Em última análise, acrescentou Ziajahromi, minimizar a poluição plástica deve permanecer, em primeiro lugar, uma “prioridade máxima”.



Fonte: HARVEY, Lex. Esponja de ossos de lula pode ajudar a remover microplásticos da água. CNN Brasil, 19 fev. 2025. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/esponja-de-ossos-de-lula-podem-ajudar-a-remover-microplasticos-da-agua/. Acesso em: 07 mar. 2025. (Texto adaptado).

Sobre a reescrita do fragmento “Um estudo de 2020 estimou que há 14 milhões de toneladas métricas de microplásticos no fundo do oceano” (5º§), assinale a alternativa cuja redação está gramaticalmente CORRETA.

Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: Concordância verbal, além do uso apropriado dos verbos “existir” e “haver” para indicar existência ou quantidade. Essa competência é fundamental para candidatos ao cargo de Arquivista em concursos, pois afeta a clareza e a precisão nos registros e documentos oficiais.

Justificativa da alternativa correta (B):

A frase correta é: “Um estudo de 2020 estimou que existem 14 milhões de toneladas métricas de microplásticos no fundo do oceano.”

O verbo “existir” deve concordar com o núcleo do sujeito (“14 milhões de toneladas métricas de microplásticos”), que está no plural. Portanto, emprega-se “existem” — concordância exigida pela norma-padrão (cf. Bechara, “Moderna Gramática Portuguesa”).

Análise das alternativas incorretas:

A) “existe 14 milhões de toneladas métrica”: O verbo está no singular, enquanto o sujeito é plural. Além disso, o substantivo “métrica” deveria estar no plural ("métricas"), acompanhando "toneladas".

C) “Um estudo de 2020 estimaram...”: O termo “um estudo” é singular; assim, o verbo deveria ser "estimou". Aqui há erro de concordância verbal.

D) “14 milhão de toneladas...”: O numeral deve concordar (“14 milhões”). O singular “milhão” não é permitido com “14”.

E) “estimou que a 14 milhões...”: O uso da preposição “a” está incorreto para indicar existência. O apropriado seria o verbo “existem” ou “há”.

Estratégias para provas:

Ao encontrar expressões numéricas seguidas de substantivos no plural, verifique se o verbo está no plural. Cuidado com a troca entre “haver” (impessoal, singular, ex.: “há vários documentos”) e “existir” (que exige concordância). Essa atenção evita as “pegadinhas” frequentes em questões de prova.

Referências: Bechara (2009), Cunha & Cintra (2013), Rocha Lima (2011).

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Comentários

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A alternativa correta é:

B

"Um estudo de 2020 estimou que existem 14 milhões de toneladas métricas de microplásticos no fundo do oceano."

  • A – Erro de concordância verbal (“existe” deveria ser “existem”) e nominal (“métrica” deveria ser “métricas”).
  • C – Erro de concordância verbal: o sujeito é “um estudo” (singular), então o verbo deveria ser “estimou”, e não “estimaram”.
  • D – Erro de concordância nominal: “milhão” deveria estar no plural (“milhões”).
  • E – Erro de regência verbal: o correto seria “há” e não “a”.

Portanto, a alternativa B é a única gramaticalmente correta.(Fonte: ChatGpt)

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