A Secretaria Estadual de Administração Pública propôs adotar...
Considerando as críticas à Nova Gestão Pública, assinale a opção que melhor expressa um limite estrutural do gerencialismo quando aplicado ao setor público.
Gabarito comentado
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Gabarito: E
Fundamento decisivo: A decisão estava em identificar a única alternativa compatível com a crítica estrutural à NGP, comparando as opções com o limite teórico apontado na base.
- Quando a questão pedir crítica à NGP, procure a alternativa que destaque limites da lógica de mercado aplicada ao setor público, especialmente quanto a interesse público e igualdade.
- Elimine opções que transformem cidadão em consumidor de forma automática ou que apresentem essa redução como neutra e universal.
- Desconfie de alternativas que atribuam à NGP eliminação de conflitos distributivos ou fortalecimento democrático apenas por escolha individual.
- Se a opção negar incentivos, desempenho e responsabilização por resultados, ela contraria traço típico do gerencialismo.
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Gabarito E)
Gab.: E
Ao focar na satisfação do consumidor e em mecanismos de mercado, o Estado corre o risco de ser mais responsivo àqueles que possuem maior capital político, econômico ou de articulação ("capacidade de vocalização"). Isso pode fragmentar o conceito de interesse público, transformando a administração em uma somatória de atendimentos a demandas particulares e gerando desigualdades na prestação dos serviços.
Fonte: Gemini
A alternativa A está errada porque atribui à Nova Gestão Pública (NGP) um pressuposto que não existe: a homogeneidade dos serviços públicos e a identificação precisa dos “clientes”.
Na realidade, a NGP surge justamente ao tentar aplicar lógica de mercado em um contexto que é intrinsecamente heterogêneo, complexo e marcado por interesses coletivos difusos.
A crítica doutrinária aponta que o setor público não permite tratar cidadãos como consumidores típicos, pois há desigualdade de acesso, múltiplos interesses e dificuldade de mensuração de preferências. Portanto, a A descreve um cenário idealizado que não corresponde nem à teoria nem à prática da NGP.
Já a alternativa E está correta porque expressa uma crítica estrutural clássica ao modelo gerencial: ao incorporar valores de mercado, a NGP tende a favorecer grupos com maior capacidade de organização e vocalização, o que pode gerar desigualdades e desviar a atuação estatal do interesse público para demandas particulares.
Essa crítica é amplamente cobrada em provas recentes, especialmente por FGV e Cebraspe, e está alinhada à evolução do debate para modelos de governança pública que buscam recompor o foco no interesse coletivo.
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