A Secretaria Estadual de Administração Pública propôs adotar...
Considerando as críticas à Nova Gestão Pública, assinale a opção que melhor expressa um limite estrutural do gerencialismo quando aplicado ao setor público.
Comentários
Veja os comentários dos nossos alunos
Gabarito E)
Gab.: E
Ao focar na satisfação do consumidor e em mecanismos de mercado, o Estado corre o risco de ser mais responsivo àqueles que possuem maior capital político, econômico ou de articulação ("capacidade de vocalização"). Isso pode fragmentar o conceito de interesse público, transformando a administração em uma somatória de atendimentos a demandas particulares e gerando desigualdades na prestação dos serviços.
Fonte: Gemini
A alternativa A está errada porque atribui à Nova Gestão Pública (NGP) um pressuposto que não existe: a homogeneidade dos serviços públicos e a identificação precisa dos “clientes”.
Na realidade, a NGP surge justamente ao tentar aplicar lógica de mercado em um contexto que é intrinsecamente heterogêneo, complexo e marcado por interesses coletivos difusos.
A crítica doutrinária aponta que o setor público não permite tratar cidadãos como consumidores típicos, pois há desigualdade de acesso, múltiplos interesses e dificuldade de mensuração de preferências. Portanto, a A descreve um cenário idealizado que não corresponde nem à teoria nem à prática da NGP.
Já a alternativa E está correta porque expressa uma crítica estrutural clássica ao modelo gerencial: ao incorporar valores de mercado, a NGP tende a favorecer grupos com maior capacidade de organização e vocalização, o que pode gerar desigualdades e desviar a atuação estatal do interesse público para demandas particulares.
Essa crítica é amplamente cobrada em provas recentes, especialmente por FGV e Cebraspe, e está alinhada à evolução do debate para modelos de governança pública que buscam recompor o foco no interesse coletivo.
Clique para visualizar este comentário
Visualize os comentários desta questão clicando no botão abaixo