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Q3879529 Administração Pública
A Secretaria Estadual de Administração Pública propôs adotar um modelo fortemente inspirado na Nova Gestão Pública (NGP), enfatizando excelência gerencial, indicadores de produtividade, atendimento ao cliente, competição interna e contratos de desempenho. Parte da equipe técnica, porém, alertou que certas premissas teóricas da NGP podem produzir efeitos indesejados.
Considerando as críticas à Nova Gestão Pública, assinale a opção que melhor expressa um limite estrutural do gerencialismo quando aplicado ao setor público.
Alternativas

Comentários

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Gabarito E)

Gab.: E

Ao focar na satisfação do consumidor e em mecanismos de mercado, o Estado corre o risco de ser mais responsivo àqueles que possuem maior capital político, econômico ou de articulação ("capacidade de vocalização"). Isso pode fragmentar o conceito de interesse público, transformando a administração em uma somatória de atendimentos a demandas particulares e gerando desigualdades na prestação dos serviços.

Fonte: Gemini

A alternativa A está errada porque atribui à Nova Gestão Pública (NGP) um pressuposto que não existe: a homogeneidade dos serviços públicos e a identificação precisa dos “clientes”.

Na realidade, a NGP surge justamente ao tentar aplicar lógica de mercado em um contexto que é intrinsecamente heterogêneo, complexo e marcado por interesses coletivos difusos.

A crítica doutrinária aponta que o setor público não permite tratar cidadãos como consumidores típicos, pois há desigualdade de acesso, múltiplos interesses e dificuldade de mensuração de preferências. Portanto, a A descreve um cenário idealizado que não corresponde nem à teoria nem à prática da NGP.

Já a alternativa E está correta porque expressa uma crítica estrutural clássica ao modelo gerencial: ao incorporar valores de mercado, a NGP tende a favorecer grupos com maior capacidade de organização e vocalização, o que pode gerar desigualdades e desviar a atuação estatal do interesse público para demandas particulares.

Essa crítica é amplamente cobrada em provas recentes, especialmente por FGV e Cebraspe, e está alinhada à evolução do debate para modelos de governança pública que buscam recompor o foco no interesse coletivo.

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