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Q3331620 Técnicas em Laboratório
As células T regulatórias (Tregs) representam 5 a 10% dos linfócitos T CD4+ do sangue periférico e constituem uma subpopulação de células T, essencial para a regulação da resposta imune a antígenos próprios e estranhos. De acordo com as opções abaixo, o fator de transcrição que é fundamental para o desenvolvimento, sobrevivência e função efetora dessas células é: 
Alternativas

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Tema central: Células T regulatórias (Tregs) e seu controle transcricional. As Tregs são essenciais para a tolerância imunológica e prevenção de autoimunidade. Em provas, a palavra-chave “fator de transcrição” aponta para proteínas que comandam a identidade celular.

Alternativa correta: B – FoxP3

Justificativa: FoxP3 é o fator de transcrição mestre das Tregs: dirige o desenvolvimento (especialmente das Tregs tímicas), sustenta a sobrevivência e regula a função supressora (p.ex., controle de CTLA-4, CD25, IL-10, TGF-β). Mutação em FOXP3 causa a síndrome IPEX (autoimunidade grave, enteropatia e diabetes precoce), evidenciando seu papel central. Referências: Abbas – Cellular and Molecular Immunology; Janeway – Immunobiology; UpToDate; Harrison’s.

Como pensar na prova: associe “fator de transcrição” e “identidade de linfócito T” a: Treg–FoxP3; Th1–T-bet; Th2–GATA3; Th17–RORγt; Tfh–Bcl6. Essa associação evita pegadinhas.

Análise das alternativas incorretas

A – CD25: é a cadeia α do receptor de IL-2 (IL-2Rα), marcador típico de Tregs (CD4+CD25alto), mas não é fator de transcrição. Participa da captação de IL-2, favorecendo a sobrevivência das Tregs, porém não determina linhagem.

C – IL-2: é uma citocina, crucial para homeostase e expansão de Tregs via sinalização do IL-2R. Deficiência de IL-2/IL-2R leva a autoimunidade por perda de Tregs. Entretanto, não é fator de transcrição e também estimula células T efetoras.

D – STAT5b: é um fator de transcrição, mas atua à jusante do receptor de IL-2. É importante para a geração/manutenção de Tregs (ativa loci como FOXP3), porém não é o fator mestre. Defeitos em STAT5b reduzem Tregs, mas FoxP3 continua sendo o determinante de identidade e função.

E – CD71: receptor de transferrina; marcador de proliferação/entrada de ferro. Pode aumentar em células T ativadas, mas não é fator de transcrição nem específico de Tregs.

Pegadinha clássica: IL-2 e STAT5b são essenciais na via de sinalização que sustenta Tregs, mas a pergunta exige o fator de transcrição determinante de linhagem — neste caso, FoxP3.

Aplicação clínica: IPEX por mutação em FOXP3 → falha de Tregs, autoimunidade sistêmica precoce; reforça o papel indispensável de FoxP3 (Harrison’s; UpToDate).

Gabarito: B – FoxP3.

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