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Q322645 Direito Processual Civil - CPC 1973
Acerca do incidente de uniformização de jurisprudência é CORRETO afirmar:
Alternativas

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O tema central da questão é o incidente de uniformização de jurisprudência, que tem como objetivo garantir a coerência nas decisões judiciais, evitando divergências interpretativas no âmbito de um tribunal. Este é um tema relevante na preparação para o cargo de Juiz do Trabalho, pois afeta diretamente a estabilidade e previsibilidade das decisões judiciais.

Resumo teórico:

O incidente de uniformização de jurisprudência era um instituto previsto no Código de Processo Civil de 1973, que permitia a uniformização da interpretação de normas jurídicas em casos onde houvesse divergência entre câmaras ou turmas de um mesmo tribunal. Embora o CPC/1973 tenha sido substituído pelo CPC/2015, entender o instituto é fundamental historicamente para compreender a evolução e a prática atual do Direito Processual.

Justificativa da alternativa correta (B):

A alternativa B é a correta porque estabelece que se o julgamento do tribunal for tomado por maioria simples, a solução do incidente só valerá para o caso concreto, proibindo a formação de súmula a respeito da matéria. Este entendimento reflete a necessidade de uma maioria qualificada (não apenas simples) para que uma súmula tenha efeito vinculante e abarque outros casos futuros.

Análise das alternativas incorretas:

A) Afirma que o tribunal "poderá" ouvir o Ministério Público acerca da divergência, mas essa não é uma obrigação prevista nos procedimentos do CPC/1973.

C) O incidente de uniformização de jurisprudência não era cabível em ações de competência originária do tribunal, contrariando o que a alternativa sugere ao mencionar que ele é aplicável "desde que não se trate de ação de competência originária".

D) A parte não pode usar o incidente de uniformização de jurisprudência como recurso para reforma de decisão, pois ele não se presta a substituir os recursos ordinários e extraordinários permitidos pela legislação.

E) Não cabe ao juiz, de ofício, suscitar o incidente de uniformização antes de proferir seu voto. A iniciativa cabe a qualquer das partes, a procuradoria ou ainda ao relator, conforme critérios que estavam estabelecidos nas normas vigentes da época.

Estratégias de interpretação:

Na interpretação de questões sobre incidentes processuais, é importante identificar palavras-chaves como "maioria simples", "competência originária" e "súmula". Elas ajudam a delimitar o contexto e compreender o alcance de cada alternativa. Além disso, atenção às pegadinhas, que geralmente estão em detalhes como "poderá" versus "deverá", ou generalizações incorretas.

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Análise da Questão sobre Incidente de Uniformização de Jurisprudência

O tema central da questão é o incidente de uniformização de jurisprudência, um mecanismo processual do Código de Processo Civil de 1973, relevante para assegurar a aplicação uniforme da legislação e a estabilidade das decisões judiciais nos tribunais. Esse conceito é crucial na atuação de um juiz do trabalho, sobretudo para a promoção da segurança jurídica e da previsibilidade das decisões.

Vamos à análise das alternativas:

Alternativa A: Esta alternativa está incorreta. O tribunal, ao reconhecer a divergência, deve de fato buscar uma interpretação uniforme. Contudo, o texto sugere uma obrigatoriedade de ouvir o Ministério Público que não está prevista como regra no CPC de 1973.

Alternativa B: Esta é a alternativa correta. O CPC de 1973 previa que, se o julgamento fosse por maioria simples, a uniformização só teria efeito no caso concreto, vedando a formação de súmula. Isso reflete uma preocupação em evitar decisões apressadas ou mal fundamentadas em temas jurídicos complexos sem um consenso mais amplo.

Alternativa C: A alternativa está incorreta. O incidente de uniformização pode ser cabível em julgamentos de competência originária, dependendo da situação, desde que estejam presentes os requisitos processuais pertinentes.

Alternativa D: Esta alternativa está incorreta. O incidente de uniformização não funciona como um recurso para reforma de decisões. Ele visa evitar a divergência de entendimentos, mas não tem caráter recursal no sentido de modificar decisões específicas.

Alternativa E: Também está incorreta. O juiz não tem a obrigação de suscitar de ofício o incidente de uniformização antes de proferir seu voto. A provocação do incidente pode advir das partes ou do próprio tribunal, conforme as normas e entendimentos vigentes.

Para resolver questões deste tipo, é importante que o aluno compreenda os princípios fundamentais que regem a uniformização de jurisprudência, como a busca pela unidade e consistência das decisões judiciais. Além disso, deve-se atentar ao contexto em que cada dispositivo se aplica, identificando corretamente a função e os limites dos instrumentos processuais.

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ALT. B

A CONTRÁRIO SENSO 

Art. 479 CPC. O julgamento, tomado pelo voto da maioria absoluta dos membros que integram o tribunal, será objeto de súmula e constituirá precedente na uniformização da jurisprudência.


BONS ESTUDOS
A LUTA CONTINUA

É a turma, câmara, grupo de câmaras ou câmaras cíveis reunidas que reconhece a divergência. O procedimento se dá da seguinte forma: o pedido incidental (ocorre dentro do processo) de uniformização de jurisprudência é recebido pelo julgador (normalmente o relator), que analisará se é o caso de haver divergência de teses jurídicas eventualmente discrepantes no tribunal. Se for o caso, lavrará o seu voto no sentido de que existe divergência entre órgãos fracionários do tribunal, e então o encaminhará para a turma, câmara, grupo de câmaras ou câmaras cíveis reunidas, as quais, estas sim, reconhecerão, definitivamente, se é o caso de haver divergência na interpretação do direito (e não o próprio Tribunal). A turma, câmara, grupo de câmaras ou câmaras cíveis reunidas, em seguida, encaminham os autos ao Tribunal. Caberá ao Pleno (ou ao órgão especial, se houver) realizar nova análise acerca da existência do dissídio. Presente esta, caber-lhe-á proceder à uniformização, devendo cada juiz emitir seu voto em exposição fundamentada. O chefe do Ministério Público que funciona perante o tribunal será ouvido em qualquer caso (CPC, art. 478 e seu parágrafo único). O Tribunal vai além, que, embora não decida o mérito da questão (a causa principal não é julgada), se pronunciará quanto ao dissídio, fixando a tese jurídica, uniformizando a jurisprudência desse Tribunal. Basta lembrar que será formada uma súmula. Lendo qualquer súmula de tribunal, é fácil notar que ela tem uma redação abstrata, sem revelar detalhes do caso concreto. Caberá ao órgão do qual proveio o incidente julgá-lo, preponderando o entendimento jurídico do Tribunal, ao qual estará vinculado. Para servir de precedente a todos os outros casos idênticos que estiverem sob jurisdição daquele Tribunal (o Estado inteiro), isto é, parâmetro orientador na uniformização da jurisprudência, é necessário obter maioria absoluta dos membros daquele Tribunal. A contrário senso, se obtiver apenas maioria simples, passa a valer apenas para aquele caso concreto. Finalmente, caberá ao órgão fracionário retomar o julgamento que fora suspenso, decidindo o recurso, o reexame necessário ou a causa originária que lhe foi submetida.


LETRA A - Reconhecida a divergência na interpretação do direito pelo tribunal, este dará a interpretação a ser observada, podendo ouvir o Ministério Público acerca da divergência.Artigo 478, parágrafo único: EM QUALQUER CASO, será ouvido o chefe do MP. A questão diz "podendo" e o correto é "obrigatório".
LETRA B - correto (comentário abaixo)

LETRA C - capitulo da uniformização (artigos 476  a 479, CPC) nada fala acerca da competência originária.

LETRA D - não é reforma da decisão e sim INTERPRETAÇÃO

LETRA E - o capitulo não fala nada acerca de teses pretéritas

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