Os anticorpos monoclonais (AcMo) devem ser validados antes ...
I. Anticorpos monoclonais do mesmo lote e recebidos no laboratório na mesma data: faz-se necessária a validação de apenas 1 anticorpo.
II. Todos os anticorpos monoclonais com lotes diferentes devem ser testados, mesmo quando recebidos na mesma data.
III. Todos os monoclonais, independente do lote, devem ser testados.
IV. Anticorpos monoclonais do mesmo lote e recebidos no laboratório em datas diferentes: faz-se necessária a validação de apenas 1 anticorpo.
Sobre as afirmativas acima, pode-se dizer que:
Gabarito comentado
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Tema central: Validação de anticorpos monoclonais (AcMo) para uso diagnóstico em rotina (ex.: imunohistoquímica ou citometria de fluxo). A validação assegura especificidade, sinal/ruído adequado e reprodutibilidade. Inclui titulação (definir melhor diluição/volume) e verificação lote a lote (comparar novo lote a um previamente aprovado).
Gabarito: Alternativa A (apenas I e II estão corretas).
Por que I e II estão corretas?
I. “Mesmo lote, mesma data de recebimento → validação de 1 AcMo” está correta porque os frascos são idênticos em fabricação e transporte; uma validação representativa do lote é suficiente, com controle interno de qualidade (CLSI EP26; ISO 15189).
II. “Lotes diferentes devem ser testados, mesmo na mesma data” está correta. Variações entre lotes podem alterar afinidade/avidez, pureza e desempenho, exigindo comparação com o lote previamente aprovado (CAP/CLSI: verificação lote a lote obrigatória).
Por que III e IV estão incorretas?
III. “Todos os monoclonais, independente do lote, devem ser testados” é excessivo e impreciso. Não é necessário revalidar cada frasco do mesmo lote: valida-se o lote (amostra representativa) e monitora-se via controle de qualidade. Afirmar “todos” ignora o princípio de representatividade de lote e a prática recomendada.
IV. “Mesmo lote, recebidos em datas diferentes → validar apenas 1” é considerada falsa em provas porque datas diferentes implicam cadeias de transporte/armazenamento distintas, potencialmente afetando estabilidade. A boa prática exige ao menos verificação de recebimento (aceitação) com checagem funcional comparativa. Assim, não se pode afirmar “apenas 1” sem uma nova checagem do segundo recebimento; a assertiva é categórica e, por isso, incorreta no contexto das diretrizes.
Como pensar na hora da prova
- Palavras-chave: “lote” define necessidade de validação; “data de recebimento” acende alerta para variações de transporte.
- Regra prática: mudou o lote → sempre testar. Mesmo lote + mesma remessa → teste representativo. Mesmo lote + remessas diferentes → fazer verificação de aceitação antes de liberar.
- Evite a armadilha de “testar todos” sem critério: laboratórios seguem verificação por lote com CQ contínuo.
Referências essenciais
- ISO 15189: Requisitos de qualidade e competência para laboratórios clínicos (seção de reagentes).
- CLSI EP26-A: User Evaluation of Between-Reagent Lot Variation.
- College of American Pathologists (CAP): Anatomic Pathology/IHC Validation Requirements; orientações para verificação de novos lotes.
- ICCS/ICSH para citometria: validação e titulação de anticorpos e verificação de novos lotes.
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