Leia o texto a seguir. Ele [o pensamento chinês] não criou ...
Ele [o pensamento chinês] não criou um mundo de formas ideais, como arquétipos ou puras essências, a separá-lo da realidade e que podem informá-lo: todo real é apresentado como um processo, regulado e contínuo, derivado da única interação dos fatores em jogo (ao mesmo tempo opostos e complementares: os famosos yin e yang). A ordem não advém, pois, de um modelo, sobre o qual se possa fixar o olhar e que se aplique às coisas; mas está contida por inteiro no decurso do real. [...] O sábio chinês não concebeu qualquer atividade contemplativa que seja um puro conhecimento, que tenha o seu fim em si mesmo. [...] Para ele, o “mundo” não é um objeto de especulação, não existe de um lado o “conhecimento” e do outro a “ação”.
(JULLIEN, François. Tratado da eficácia. Lisboa: Instituto Piaget, sd. p. 31.)
Sobre a concepção chinesa de conhecimento do mundo, assinale a alternativa correta.
Gabarito comentado
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Gabarito: D
Fundamento decisivo: O ponto decisivo é que o texto descreve o real como processo contínuo, regulado pela interação de fatores opostos e complementares, sem separação entre conhecimento e ação.
- Se o texto nega formas ideais separadas da realidade, elimine alternativas que falem em transcendência ou modelo externo ao real.
- Quando o enunciado define pares como fatores complementares em interação, não atribua funções específicas que o texto não atribuiu.
- Se o texto afirma que não há separação entre conhecimento e ação, descarte leituras baseadas em conhecimento puramente especulativo ou autônomo.
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