No manejo agudo do Trauma Raquimedular (TRM), é crucial dif...

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Q3912900 Medicina
No manejo agudo do Trauma Raquimedular (TRM), é crucial diferenciar os conceitos de choque espinhal e choque neurogênico, pois eles têm fisiopatologias e tratamentos distintos. Assinale a alternativa que define corretamente ambos os estados.
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: No TRM agudo, a questão exige distinguir dois fenômenos distintos: choque neurogênico como síndrome hemodinâmica por perda do tônus simpático em lesões cervicais ou torácicas altas, e choque espinhal como depressão funcional transitória da medula abaixo da lesão, com flacidez e arreflexia. A alternativa B é a única que faz essa separação corretamente.

Tema central: TRM agudo
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque inverte os conceitos. O distúrbio hemodinâmico por perda do tônus simpático corresponde ao choque neurogênico, não ao choque espinhal. Além disso, no período inicial do choque espinhal predominam flacidez e arreflexia; hiperreflexia e espasticidade imediatas são incompatíveis com a definição apresentada na base.
B
Certa
A alternativa B está correta porque separa os mecanismos de forma compatível com a fisiopatologia do trauma raquimedular. O choque neurogênico é autonômico e cardiovascular, decorrente da interrupção das vias simpáticas descendentes, o que explica hipotensão, bradicardia e vasodilatação periférica, sobretudo em lesões cervicais ou torácicas altas. Já o choque espinhal não é circulatório: é uma abolição transitória da atividade reflexa e motora abaixo da lesão, com paralisia flácida, arreflexia e perda sensitivo-motora transitórias. Essa distinção é exatamente o ponto cobrado.
C
Errada
Está errada em ambos os componentes. Choque neurogênico não é definido por hipertensão grave e taquicardia, mas por hipotensão e bradicardia por perda simpática. Também erra ao definir choque espinhal como perda permanente da função por secção medular completa: choque espinhal é um estado transitório de depressão funcional medular e não sinônimo de lesão definitiva.
D
Errada
Também troca os conceitos. Hipotensão e bradicardia por perda do tônus simpático definem choque neurogênico, não choque espinhal. A segunda parte descreve corretamente um fenômeno do choque espinhal — paralisia flácida e arreflexia transitórias, com resolução marcada pelo retorno do reflexo bulbocavernoso —, mas o atribui de forma errada ao choque neurogênico.
Pegadinha da questão
A banca explora a troca terminológica entre dois quadros do TRM agudo que compartilham a palavra “choque”: neurogênico é hemodinâmico/autonômico; espinhal é neurológico/reflexo transitório.
Dica para questões semelhantes
  • Se a alternativa trouxer hipotensão, bradicardia e vasodilatação periférica por perda simpática, pense em choque neurogênico.
  • Se a alternativa trouxer flacidez, arreflexia e perda sensitivo-motora transitórias abaixo da lesão, pense em choque espinhal.
  • O retorno de reflexos, especialmente o bulbocavernoso, aponta para resolução do choque espinhal, reforçando que ele é fenômeno neurológico e não circulatório.

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