Leia o caso a seguir. Paciente do sexo feminino, 44 anos, i...
Paciente do sexo feminino, 44 anos, iniciou fenômeno de Raynaud e artralgias há três anos, notando espessamento progressivo da pele há um ano. Nega dispneia, disfagia ou alteração do ritmo intestinal. Ao exame físico apresenta sinais de espessamento cutâneo de dedos e dorso das mãos e fenômeno de Raynaud, sem outras alterações. Exames: FAN 1/160 padrão centromérico. Ecocardiograma, prova de função pulmonar e tomografia de tórax sem alterações.
A partir do caso apresentado, qual o tratamento adequado, nesse momento, para a paciente?
Gabarito comentado
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Gabarito: D
Fundamento decisivo: O ponto decisivo é que a paciente tem esclerose sistêmica cutânea limitada inicial sem acometimento visceral relevante: Raynaud e espessamento cutâneo distal, com ecocardiograma, função pulmonar e tomografia de tórax normais. Nesse cenário, não há indicação de ciclofosfamida; a conduta se baseia em bloqueador de canal de cálcio para o Raynaud e opção imunomoduladora menos tóxica para pele/artralgia, como metotrexato.
- Em esclerose sistêmica, primeiro defina se há acometimento visceral relevante; isso separa manejo órgão-dirigido de imunossupressão agressiva.
- Raynaud na esclerose sistêmica aponta para bloqueador de canal de cálcio diidropiridínico, como nifedipina ou anlodipino.
- Metotrexato pode ser compatível com doença cutânea inicial e artralgias quando não há órgão-alvo grave.
- Corticoide sistêmico não deve ser aceito automaticamente nessa doença, porque não é rotina para esse cenário e pode aumentar risco de crise renal esclerodérmica.
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