Entre as marcas de expressividade da linguagem literária ado...
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Comentário da Questão – Assistente em Administração
Tema central: Figuras de linguagem (ênfase em anáfora), análise da expressividade do texto literário e estratégia de interpretação textual.
No poema apresentado, a repetição intencional da expressão "Cada gesto" no início dos seis primeiros versos é um recurso estilístico. Pelo estudo da norma-padrão da Língua Portuguesa, figuras de linguagem são estratégias do autor para tornar o texto mais expressivo, sugestivo e marcante.
A alternativa correta é a letra E: Anáfora.
Justificativa: Segundo as gramáticas de referência – como Celso Cunha & Lindley Cintra e Evanildo Bechara – anáfora é a figura de linguagem que consiste na repetição de uma palavra ou expressão no início de versos, frases ou orações, criando efeito rítmico e reforçando a ideia central. Essa estratégia destaca a importância do termo repetido e é muito utilizada na linguagem literária.
Exemplo básico: “Se quiseres, canto; se quiseres, choro; se quiseres, calo.” Repare a repetição inicial.
Análise das alternativas incorretas:
A) Ironia: Consiste em afirmar o oposto do que realmente se pensa, com intenção sarcástica. Não há sarcasmo nem inversão de sentido no poema.
B) Perífrase: É o uso de uma expressão para indicar algo ou alguém indiretamente (“Cidade maravilhosa” para Rio de Janeiro). Não ocorre substituição por expressão explicativa no texto.
C) Hipérbato: É a inversão da ordem natural das palavras na frase (“Do amor as doces lembranças guardo”). No poema, a ordem se mantém direta.
D) Paradoxo: União de ideias opostas/contraditórias (“O silêncio ensurdecedor”). No trecho indicado, não há oposição de ideias.
Estratégia para questões semelhantes: Fique atento a palavras repetidas no início de frases ou versos: isso é forte indício de anáfora. Analise com calma, filtrando figuras parecidas que podem confundir.
Lembre-se: a leitura atenta e o domínio das definições das figuras de linguagem ajudam a evitar confusões em questões desse tipo, comuns em concursos para área administrativa.
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ANÁFORA: repetição de uma palavra ou grupo de palavras no início de duas ou mais frases sucessivas, para enfatizar o termo repetido.
Força, Guerreiro!
IRONIA – Ocorre quando se diz o contrário do que se quer dar a entender, ou quando se produz um efeito de sentido diverso do que foi empregado na formulação denotativa. Ex.: Você está emagrecendo mesmo! (Quando, na verdade, a pessoa está engordando.)
PERÍFRASE - É uma figura de linguagem que também é chamada de antonomásia e circunlóquio. Consiste na substituição de um termo ou expressão curta por uma expressão mais longa que serve para transmitir a mesma ideia.
EX.:"O rei do reggae espalhou uma mensagem de amor e paz enquanto esteve neste mundo." Nessa frase, a expressão “rei do reggae” está no lugar do nome do cantor e compositor Bob Marley.
PARADOXO – Caracteriza-se pela contradição entre as imagens associadas. Ex.1: “Porque cada qual exerce uma ação própria, a vida social individualiza-se” (Milton Santos). Ex.2: Diante da miséria social, os cidadãos veem não vendo.
Hipérbato
“Do tamarindo a flor abriu-se, há pouco.”
(Gonçalves Dias)
Lendo os versos acima, percebemos que houve uma mudança na ordem dos termos da oração. Não aconteceu apenas uma inversão do sujeito e predicado. O adjunto adnominal “do tamarindo”, comumente localizado após o substantivo “flor”, apareceu no início dos versos. Na ordem direta, estariam na seguinte forma:
“Há pouco a flor do tamarindo abriu-se.”
Nesses versos de Gonçalves Dias ocorre o hipérbato, figura de linguagem que consiste na inversão brusca da posição normal dos termos de uma oração ou das orações de um período.
Leia o seguinte verso de Camões:
“Da lua os claros raios rutilavam”
Na ordem direta, o verso estaria disposto desta maneira:
“Os claros raios da lua rutilavam”.
O hipérbato, a anástrofe e a sínquise são figuras de sintaxe que têm por característica a inversão dos termos da oração ou dos períodos. Alguns gramáticos afirmam que ocorre anástrofe quando a inversão ocorre geralmente entre o sujeito e predicado. No hipérbato, afirmam ser essa alteração mais forte, como no exemplo de Camões. Na sínquise, essa mudança será tão acentuada que prejudicará a compreensão em uma primeira leitura.
Outros exemplos de hibérbato:
“O som longínquo vem-se aproximando
do galopar de estranha cavalgada.”
(Raimundo Correia)
Ordem direta: O som longínquo do galopar de estranha cavalgada vem-se aproximando.
“E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da Pátria nesse instante”.
Ordem direta: O sol da Liberdade brilhou em raios fúlgidos no céu da Pátria nesse instante.
Anáfora = repetição. Ocorre quando uma mesma palavra ou várias, são repetidas sucessivamente, no começo de orações ou de periodos.
Ela tem o objetivo de dar enfasê no que foi dito
GABARITO E
FIGURAS DE LINGUAGEM
METÁFORA: Comparação implícita
SÍMILE: Comparação explícita
ANTÍTESE: oposição lógica
PARADOXO: oposição não lógica
HIPÉRBOLE: exagero
EUFEMISMO: suavização
ELIPSE: Omissão de um termo subentendido
ZEUGMA: omissão de um termo já dito.
POLISSÍNDETO: Vários conectivos
ASSÍNDETO: Nenhum conectivo
ALITERAÇÃO: Repetição de consoantes
ASSONÂNCIA: Repetição de vogais
PLEONASMO ENFÁTICO: reforçar a ideia
IRONIA: sarcasmo
GRADAÇÃO: ascensão
ONOMATOPÉIA: é uma figura de linguagem que significa o emprego de uma palavra ou conjunto de palavras que sugerem algum ruido:ex.: Cri cri: o som que emite o grilo.
METONÍMIA: substituição do autor pela obra
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