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Q2202496 Medicina
A pancreatite, principalmente a aguda (PA), tem se tornado uma afecção comum de forma geral nas últimas décadas, demonstrando a sua relativa tendência de aumentar o número de internações provenientes de seus sintomas e complicações, porém, com baixo índice de mortalidade. Alguns medicamentos podem ser indutores da PA, como, por exemplo:
Alternativas

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Tema Central: A questão aborda medicamentos capazes de induzir pancreatite aguda (PA), um tema frequente na prática médica, especialmente em emergências e clínica médica. Segundo o Manual MSD Versão Profissional e revisões sistemáticas, múltiplas classes de fármacos podem desencadear esta condição, mesmo que raramente.

Justificativa – Alternativa Correta (C)
Losartana potássica é um antagonista do receptor AT1 da angiotensina II, amplamente utilizado para tratar hipertensão arterial e insuficiência cardíaca. Embora a frequência seja baixa, há relatos na literatura vinculando inibidores do sistema renina-angiotensina, como a losartana, à pancreatite aguda. O Manual MSD cita “inibidores da ECA” (como captopril e enalapril) e, por extrapolação de mecanismo, bloqueadores dos receptores (BRA – como losartana) também entram no rol dos medicamentos suspeitos. Além disso, publicações em bases como PubMed confirmam esses eventos adversos:
“Relatos demonstram associação causal em casos isolados de PA em uso de BRA, recomendando-se vigilância clínica, especialmente em pacientes com outros fatores de risco.”

Análise das Alternativas Incorretas

A) Mirtazapina: Antidepressivo tetracíclico. Até o momento, não há vínculo comprovado entre seu uso e pancreatite aguda em diretrizes ou bancos de casos clínicos reconhecidos.

B) Codeína: Analgésico opioide. Não está entre os medicamentos com potencial de causar PA e não aparece nas listas de reações adversas relevantes para a doença.

D) Levotiroxina Sódica: Hormônio tireoidiano sintético, empregado na reposição hormonal do hipotireoidismo. Não há evidência associando seu uso a pancreatite aguda.

E) Acetilcisteína: Mucolítico usado em afecções respiratórias, não figurando em listas de possíveis agentes indutores de PA, conforme os principais manuais de farmacologia (Goodman & Gilman, Katzung).

Estratégia de Prova: Atenção para palavras-chave no enunciado (“indutores da PA”) e associe cada droga ao seu perfil de eventos adversos. Pegadinhas comuns são inserir fármacos de amplo uso, sem relação causal conhecida com a condição em questão.

Referência: Segundo o Manual MSD – “algumas causas de pancreatite aguda”, os BRA (como a losartana) estão entre as classes observadas em relatos de casos.

Conclusão: O conhecimento dos principais agentes farmacológicos suscetíveis de causar PA é exigência básica para o cargo de médico, e seu domínio auxilia no raciocínio de diagnósticos diferenciais em clínica.

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A pancreatite aguda é uma inflamação súbita do pâncreas que pode ser causada por vários fatores, incluindo certos medicamentos. A Losartana Potássica, opção C, é um medicamento utilizado para controlar a pressão alta, e estudos têm mostrado que ela pode ser um dos indutores da pancreatite aguda. As outras opções listadas - Mirzatrapina, Codeína, Levotiroxina Sódica e Acetilcisteína - não têm a mesma associação com a pancreatite aguda. Portanto, a resposta correta é a opção C.

A Pancreatite ocorre devido a uma cascata de eventos que se inicia pela ativação intrapancreática de enzimas digestivas (como tripsina, fosfolipase A2 e elastase) de células acinares, levando a um processo de autodigestão e inflamação.

  • A ativação da tripsina é mediada por hidrolases lisossômicas, como a catepsina B.

Existem muitas causas de pancreatite aguda. A maioria dos casos é secundária a doenças biliares, como litíase biliar (incluindo microlitíase), ou ingesta excessiva de álcool (sendo esses responsáveis por 80 a 90% dos casos). 

QUADRO CLINICO

  • Nos casos típicos, a dor irá se localizar no epigástrio e na região periumbilicalpodendo apresentar irradiação para o dorso, tórax, flancos e partes inferiores do abdome. Dor intensa, em faixa, com irradiação para o dorso.  

Os exames laboratoriais consistem na análise dos níveis de amilase e lipase sérica. Dentro de poucas horas após o início dos sintomas, ocorre o aumento dos níveis dessas enzimas. Aumentos superiores a 3 vezes o limite superior dos níveis normais dessas enzimas são o teto recomendado para o diagnóstico.

dosagem da lipase é preferível em detrimento da amilase, tendo em vista que a primeira apresenta maior especificidade, menor custo e sensibilidade semelhantes. Os valores de referência das enzimas são abaixo de 160 U/L para amilase sérica e até 140 U/L para a lipase sérica.

A bioquímica hepática tende a estar elevada se a causa da pancreatite aguda por cálculos biliares. Nesses casos, ocorre aumento dos níveis de alanina aminotransferase (ALT) sérica, o que indica cálculos biliares como causa. Apesar disso, qualquer elevação significativa das enzimas hepáticas podem sugerir litíase biliar como causa da pancreatite aguda.

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