À luz da Teoria da Contingência, a transição do modelo mecan...
À luz da Teoria da Contingência, a transição do modelo mecanicista de Administração de Pessoal para abordagens estratégicas representa
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Claude:
A Teoria da Contingência, desenvolvida por autores como Lawrence, Lorsch, Burns e
Stalker, sustenta que não existe uma única forma ideal de organizar. A estrutura e a
gestão devem se adaptar às variáveis do ambiente externo e interno, como tecnologia,
mercado e concorrência, complexidade organizacional e instabilidade ambiental.
COMPARATIVO ENTRE OS MODELOS:
Administração de Pessoal (mecanicista):
- Estrutura rígida e burocrática
- Foco em controle e padronização de tarefas
- Postura reativa diante do ambiente
Gestão Estratégica de Pessoas:
- Estrutura flexível e adaptativa
- Alinhamento às demandas do ambiente externo
- Postura proativa e contingencial
A transição entre esses modelos não é ideológica nem arbitrária. Ela ocorre porque
o ambiente organizacional tornou-se mais complexo, dinâmico e competitivo, exigindo
adaptação estrutural — exatamente o que prevê a Teoria da Contingência.
POR QUE AS DEMAIS ALTERNATIVAS ESTÃO INCORRETAS:
Alternativa B: INCORRETA.
A Teoria da Contingência faz o oposto do que afirma a alternativa: ela valoriza e
incorpora os fatores exógenos à organização, não os nega.
Alternativa C: INCORRETA.
A teoria não propõe a eliminação dos mecanismos de controle formal, mas sim sua
adaptação conforme o contexto organizacional e ambiental.
Alternativa D: INCORRETA.
A abordagem contingencial não "blinda" a organização contra o ambiente externo.
Pelo contrário, torna a organização permeável e responsiva às variáveis externas.
Alternativa E: INCORRETA.
A transição para a gestão estratégica não gera conflito de interesses. Ao contrário,
integra de forma coerente as funções de planejamento e execução de recursos humanos.
CONCLUSÃO:
Pela ótica contingencial, a evolução da gestão de pessoas reflete a necessidade de
a organização responder de forma adequada às pressões e demandas do ambiente,
abandonando a rigidez mecanicista em favor de uma estrutura mais adaptativa e
estratégica.
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A correta é a A.
A: adaptação estrutural às variáveis ambientais, como tecnologia, mercado e complexidade organizacional.
A Teoria da Contingência defende que não existe uma "única melhor maneira" (one best way) de administrar. A eficácia organizacional depende da relação de adequação entre a estrutura da empresa e as variáveis do seu ambiente externo. Portanto, a transição para modelos estratégicos reflete a necessidade de adaptar a gestão de pessoas a fatores como avanços tecnológicos, mudanças no mercado e o aumento da complexidade das operações.
- B: negação de fatores exógenos... A Teoria da Contingência faz exatamente o oposto: ela coloca os fatores exógenos (externos) como determinantes para as decisões internas da organização.
- C: substituição definitiva dos mecanismos de controle por autonomia plena... Embora modelos estratégicos permitam maior flexibilidade, a teoria não prega a "substituição definitiva" do controle por autonomia plena, mas sim um equilíbrio que depende da situação específica do ambiente.
- D: tentativa de neutralização de fatores de risco... com blindagem... A abordagem contingencial foca na interação com o ambiente e na adaptabilidade, e não no isolamento ou na tentativa de "blindar" a organização contra variáveis externas.
- E: abandono do caráter instrumental... gerando conflito de interesses. A transição estratégica busca integrar o RH aos objetivos do negócio, e não criar disfunções ou conflitos de interesse entre planejamento e execução.
gabarito a
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