Mariana, 17 anos de idade, está em tratamento há 6 meses,
com diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline
(TPB), preenchendo 7 dos 9 critérios do DSM-5. Ela participa
de um tratamento especializado em psicoterapia (Terapia
Comportamental Dialética -DBT), porém com aderência
irregular e baixo aproveitamento. A psicoterapeuta relata que
Mariana apresenta extrema dificuldade em focar nas sessões,
seguir as tarefas de casa e generalizar o uso das habilidades
aprendidas, atribuindo o insucesso a uma “falta de atenção e
organização que a impede de aprender”. A paciente tem
histórico de longa data de dificuldades escolares, com
múltiplos relatórios mencionando “desatenção e inquietude”
desde a infância, e um diagnóstico prévio de Transtorno
Oposição Desafiante (TOD). Não há uso de substâncias
psicoativas ou sinais de mania e hipomania no histórico da
paciente. Diante do impasse terapêutico, qual é o plano de
manejo mais adequado para o caso?