Leia o caso a seguir. A.F.C.C., homem, 62 anos, hígido e as...
A.F.C.C., homem, 62 anos, hígido e assintomático, chega à consulta para solicitar alguns exames de rastreio, inclusive o teste ergométrico. A médica de família e comunidade explica sobre o fato de não haver necessidade desse exame em seu caso, pois a colocaria em risco de sobrediagnósticos e de intervenções médicas desnecessárias.
A conduta da médica nesse caso é um exemplo de prevenção
Gabarito comentado
Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores
Gabarito: D
Fundamento decisivo: O caso descreve um paciente hígido e assintomático que solicita teste ergométrico de rastreio sem indicação, e a médica o desencoraja para evitar sobrediagnóstico e intervenções médicas desnecessárias. Esse é o critério de prevenção quaternária, que protege contra sobremedicalização e define o gabarito D.
- Nos níveis de prevenção, não olhe apenas para o exame citado; identifique se a conduta foi fazer o rastreio ou evitar um rastreio inadequado.
- Se o enunciado trouxer sobrediagnóstico, sobremedicalização, falso-positivo ou cascata de procedimentos, pense primeiro em prevenção quaternária.
- Prevenção secundária exige detecção precoce com benefício esperado; quando a conduta é não testar para evitar dano, o raciocínio muda.
- Ter paciente assintomático não basta para marcar prevenção secundária; o critério decisivo é a finalidade médica da conduta.
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