A Pneumopatia Intersticial associada à Esclerose Sistêmica ...

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Q3908036 Medicina
A Pneumopatia Intersticial associada à Esclerose Sistêmica (ES-DPI) é uma manifestação visceral grave que exige monitoramento funcional respiratório constante para a detecção de progressão fibrótica. O padrão tomográfico mais comum nesta condição é o de Pneumonia Intersticial Não Específica (PINE), diferenciando-se da Pneumonia Intersticial Usual (PIU) encontrada na Fibrose Pulmonar Idiopática. Acerca das características diagnósticas e terapêuticas da pneumopatia intersticial autoimune, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)A presença do anticorpo anti-topoisomerase I (Anti-Scl-70) está fortemente associada a um maior risco de desenvolvimento e progressão rápida da doença pulmonar intersticial em pacientes esclerodérmicos.

(__)A Tomografia Computadorizada (TC) de alta resolução do tórax é o padrão ouro para o diagnóstico, revelando tipicamente áreas de opacidade em vidro fosco com distribuição predominantemente subpleural e basal.

(__)O tratamento farmacológico com Nintedanibe, um inibidor de tirosina quinase, foi aprovado para reduzir a taxa de declínio da Capacidade Vital Forçada (CVF) em pacientes com fibrose pulmonar progressiva.

(__)A realização de biópsia pulmonar a céu aberto é obrigatória em todos os casos de Esclerose Sistêmica, uma vez que os achados de espirometria são tecnicamente incapazes de distinguir a restrição pulmonar da asma brônquica.



Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo:
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A sequência correta é V, V, V, F porque, na ES-DPI, o anti-Scl-70 se associa a maior risco de doença intersticial, a TCAR é o exame central de referência para detectar e caracterizar o comprometimento pulmonar, o nintedanibe reduz o declínio da CVF na fibrose pulmonar progressiva e a biópsia pulmonar cirúrgica não é obrigatória de rotina.

Tema central: ES-DPI diagnóstico e tratamento
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta porque marca como falsos os itens 2 e 3 e como verdadeiro o item 4. Isso contraria três pontos médicos objetivos: a TCAR é o exame central para diagnóstico e caracterização da doença intersticial; o nintedanibe reduz o declínio da CVF em doença fibrosante progressiva; e biópsia pulmonar a céu aberto não é obrigatória universalmente na esclerose sistêmica.
B
Errada
Incorreta porque torna falso o item 1. O erro é sorológico e prognóstico: o anti-Scl-70 está associado a maior frequência e gravidade de comprometimento pulmonar intersticial na esclerose sistêmica, portanto a primeira afirmação é verdadeira.
C
Certa
A alternativa C está correta porque reúne a sequência compatível com o conhecimento consolidado sobre pneumopatia intersticial da esclerose sistêmica. O item 1 é verdadeiro porque o anti-topoisomerase I (anti-Scl-70) se associa a maior risco e pior evolução pulmonar intersticial. O item 2 é verdadeiro porque a TCAR é o exame central para detecção e caracterização da doença intersticial, sendo frequente na ES o padrão de PINE com vidro fosco, reticulação fina e predomínio basal/subpleural. O item 3 é verdadeiro porque o nintedanibe, inibidor de tirosina quinase, reduz a taxa de declínio funcional medida pela CVF em doença fibrosante progressiva, sem significar reversão da fibrose. O item 4 é falso porque o diagnóstico usualmente se apoia no contexto clínico, autoanticorpos, prova funcional e TCAR, reservando-se biópsia para casos selecionados; além disso, a justificativa dada é tecnicamente errada, pois asma é obstrutiva e doença intersticial cursa tipicamente com restrição e redução de difusão.
D
Errada
Incorreta porque marca o item 3 como falso e o item 4 como verdadeiro. O item 3 é verdadeiro, já que o nintedanibe reduz a taxa de declínio da CVF em fibrose pulmonar progressiva. O item 4 é falso porque biópsia pulmonar cirúrgica não é mandatória de rotina e porque a comparação funcional com asma está errada: asma é doença obstrutiva, não o padrão restritivo típico da doença intersticial.
Pegadinha da questão
A banca explorou duas confusões reais: trocar a associação do anti-Scl-70 por outro perfil sorológico e aceitar a falsa ideia de que toda doença intersticial autoimune exige biópsia pulmonar, reforçada por uma justificativa funcional errada que mistura restrição intersticial com obstrução da asma.
Dica para questões semelhantes
  • Em esclerose sistêmica, associe anti-Scl-70 a maior risco de DPI e não a perfil pulmonar neutro.
  • Para ES-DPI, pense primeiro em TCAR para detectar e caracterizar o padrão, especialmente PINE.
  • Nintedanibe não reverte fibrose; o ponto decisivo é redução da velocidade de queda da CVF.
  • Desconfie de alternativas que imponham biópsia pulmonar obrigatória em todos os casos com contexto clínico-radiológico típico.

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