A crise hipertensiva é uma e...

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Q3700269 Enfermagem

A crise hipertensiva é uma elevação súbita e acentuada da pressão arterial, podendo ser classificada como urgência ou emergência hipertensiva. No atendimento pré-hospitalar a um paciente com elevação pressórica, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:



(__) Considera-se uma emergência hipertensiva quando há elevação crítica da PA acompanhada de lesão aguda e progressiva de órgãos-alvo, como encefalopatia, infarto agudo do miocárdio ou edema agudo de pulmão.



(__) A conduta inicial no APH para um paciente com suspeita de emergência hipertensiva é o transporte imediato para um serviço hospitalar, com monitoramento contínuo dos sinais vitais.



(__) A administração de anti-hipertensivos de ação rápida, como a nifedipina sublingual, é a conduta padrão e segura a ser realizada pela equipe de Suporte Básico de Vida no APH.



(__) Uma urgência hipertensiva é caracterizada por uma elevação acentuada da PA, porém sem sinais de lesão aguda em órgãos-alvo, e o controle pressórico pode ser feito de forma mais gradual.



Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:


Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O ponto decisivo é a presença de lesão aguda de órgão-alvo: o item 1 define corretamente emergência hipertensiva, o item 2 descreve a conduta inicial adequada no APH com monitorização e transporte, o item 3 é falso porque nifedipina sublingual não é conduta padrão segura no SBV, e o item 4 está correto ao caracterizar urgência hipertensiva sem lesão aguda de órgão-alvo.

Tema central: Crise hipertensiva no APH
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta porque torna falso o 2º item, que está correto, e verdadeiro o 3º, que está incorreto. Também erra o 4º item, que é verdadeiro, pois urgência hipertensiva não tem lesão aguda de órgão-alvo e admite controle gradual.
B
Certa
A alternativa B é a única compatível com a sequência V, V, F, V. O 1º item está correto porque emergência hipertensiva é definida por elevação importante da pressão arterial com lesão aguda e progressiva de órgão-alvo, e não apenas pelo valor da PA. O 2º item também está correto porque, no atendimento pré-hospitalar, a conduta diante de suspeita de emergência hipertensiva é monitorização contínua e transporte imediato para serviço hospitalar com manejo definitivo. O 3º item é falso porque nifedipina sublingual não é conduta padrão segura no suporte básico, devido ao risco de hipotensão abrupta e hipoperfusão. O 4º item está correto porque urgência hipertensiva cursa com PA muito elevada sem lesão aguda de órgão-alvo, permitindo redução pressórica gradual.
C
Errada
Incorreta porque considera verdadeiro o 3º item. O uso de nifedipina sublingual para redução rápida da PA não é conduta padrão segura no SBV, pelo risco de hipotensão abrupta e hipoperfusão.
D
Errada
Incorreta porque marca como falso o 1º item, mas a definição apresentada está correta: emergência hipertensiva é elevação acentuada da PA associada a lesão aguda de órgão-alvo. Como os itens 2 e 4 também são verdadeiros e o 3º é falso, a sequência proposta não se sustenta.
E
Errada
Incorreta porque marca como falsos os itens 1 e 2, que estão corretos, e como verdadeiro o item 3, que está incorreto. A definição de emergência hipertensiva e a conduta inicial no APH descritas nos itens 1 e 2 estão adequadas, enquanto o uso de nifedipina sublingual como padrão seguro no SBV é inadequado.
Pegadinha da questão
A questão explora a confusão entre urgência e emergência hipertensiva e a falsa ideia de que, no APH, a equipe de SBV deve reduzir a PA imediatamente com nifedipina sublingual.
Dica para questões semelhantes
  • Diferencie urgência de emergência hipertensiva pela presença ou ausência de lesão aguda de órgão-alvo, não pelo valor isolado da PA.
  • No APH, diante de suspeita de emergência hipertensiva, priorize vigilância, monitorização e transporte para manejo definitivo.
  • Desconfie de alternativas que proponham redução brusca e não monitorizada da PA no cenário pré-hospitalar.
  • Não trate nifedipina sublingual como conduta padrão segura no suporte básico em crise hipertensiva.

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