O prognóstico de pacientes submetidos à ressecção de metást...
Assinale a alternativa que contêm uma contraindicação ao tratamento cirúrgico das metástases pulmonares.
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Tema central: Seleção de pacientes para metastasectomia pulmonar. O prognóstico depende de critérios clássicos: tumor primário controlado, ausência de doença extratorácica não controlada, possibilidade de ressecção completa (R0) e reserva cardiopulmonar adequada. A biologia tumoral (intervalo livre de doença, velocidade de crescimento, grau histológico, resposta a tratamento) é decisiva.
Alternativa correta: A - Biologia do tumor desfavorável e agressiva. Isso é contraindicação relativa a forte para cirurgia, pois prediz alto risco de recorrência precoce e baixo benefício da ressecção. Exemplos de má biologia: intervalo livre de doença muito curto, progressão rápida sob sistêmico, alto grau histológico, marcadores elevados e ascensão rápida e linfonodos mediastinais positivos. Diretrizes da ESTS/STS e revisões do UpToDate destacam que, na presença de doença agressiva, prioriza-se terapia sistêmica e controle global da doença antes de considerar cirurgia.
Análise das alternativas incorretas
B - Tumor primário tratado e controlado. Não é contraindicação; é pré-requisito clássico para metastasectomia, associado a melhores desfechos (Harrison’s; ESTS).
C - Possibilidade de ressecção completa de todas as metástases pulmonares. Também é critério essencial. Se não houver chance de R0, a cirurgia perde propósito oncológico.
D - Presença de até três metástases pulmonares unilaterais. Número baixo de lesões, especialmente unilaterais, favorece a indicação. Pegadinha: o “número absoluto” deixou de ser rígido; hoje pesa mais a ressecabilidade completa e a biologia do que um corte numérico fixo (conceito de oligometástases, ESMO/UpToDate).
E - Metástase isolada de câncer papilífero de tireoide ou de mama. Longe de contraindicar, pode ser cenário favorável quando há controle sistêmico e possibilidade de R0. Em tireoide diferenciada, avalia-se antes iodoterapia; persistindo lesão única resecável, a cirurgia pode beneficiar. Em mama oligometastática, a ressecção pode ser considerada em abordagem multimodal.
Estrategia de prova: Quando a pergunta pedir “contraindicação”, procure termos como biologia agressiva, progressão rápida, impossibilidade de R0, primário não controlado ou doença extratorácica não controlada. Itens que descrevem controle do primário, poucas lesões e ressecabilidade geralmente apontam para indicação, não contraindicação.
Referências essenciais: ESTS/STS Guidelines for Pulmonary Metastasectomy; UpToDate – Pulmonary metastasectomy: indications and outcomes; ESMO – Oligometastatic disease; Harrison’s Principles of Internal Medicine (cap. Neoplasias metastáticas).
Gabarito: A
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