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Mattos e Monteiro (2021, p. 02) apontam que, “no Brasil, o ...

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Q4114161 Educação Física
Mattos e Monteiro (2021, p. 02) apontam que, “no Brasil, o corpo negro é essencialmente o protagonista de um fenômeno que se inscreve na diáspora insurgente e resistente. Esses corpos têm causado um diálogo muito rico em torno de si: seus usos e recursos contra estereótipos, estigmas, violência, objetificação e racismo. São suas estéticas afrodiaspóricas que assumem o campo da luta antirracista”. Para as autoras, a Educação Física possui um enorme problema com a implementação do ensino das relações étnico-raciais na escola por causa da ausência dessas discussões na formação docente e por conta do racismo institucional escolar.
Considerando-se as contribuições das autoras e que é necessário promover novas discussões e políticas para a mudança desse cenário, NÃO está vinculada (o) às estratégias para uma Educação Física articulada à educação das relações étnico-raciais e com vistas à uma Educação Física e uma Educação Antirracista
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: O enunciado pedia a alternativa que NÃO se vincula a uma Educação Física antirracista. A decisão dependia de comparar as propostas com esse critério: A, B, C e D se alinham à descolonização do conhecimento, à crítica ao racismo, à interculturalidade e a práticas afirmativas; já a letra E destoa por racializar a corporeidade negra e, por isso, é a única incompatível com o que se solicitava.

Tema central: Educação Física antirracista
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada como resposta porque descreve estratégia compatível com a perspectiva antirracista pedida no enunciado. A busca por estudos africanos, a descolonização do conhecimento e a adoção de metodologias conectadas às realidades contemporâneas de crianças e juventudes negras se alinham ao enfrentamento do racismo institucional e à valorização dessas experiências.
B
Errada
Está errada como resposta porque traz elementos formativos coerentes com a educação das relações étnico-raciais: valorização do passado histórico, crítica ao racismo e à discriminação, além do fortalecimento da autoestima e da autoimagem. Esses componentes sustentam inclusão substantiva, não sua negação.
C
Errada
Está errada como resposta porque propõe modelos formativos com abordagens teórico-metodológicas capazes de recriar o ambiente escolar por meio de aprendizagens lúdicas, afirmativas e representativas do cotidiano dos estudantes. Isso é compatível com práticas pedagógicas afirmativas e não reproduz estigmas raciais.
D
Errada
Está errada como resposta porque direciona os conteúdos das práticas corporais para a educação das relações étnico-raciais com base na interculturalidade como pedagogia de descolonização. Esse uso da interculturalidade está em linha com a perspectiva antirracista indicada na base.
E
Certa
A alternativa E é o gabarito porque contraria o critério de uma Educação Física articulada à educação das relações étnico-raciais. Em vez de promover descolonização do conhecimento, crítica ao racismo e enfrentamento de estigmas, ela reforça estereótipos sobre a corporeidade negra ao associá-la a suposta maior resistência física, maior expressividade e adequação a atividades braçais. Esse tipo de racialização essencialista é incompatível com uma perspectiva antirracista, mesmo quando aparece sob aparência de valorização cultural.
Pegadinha da questão
A letra E parece correta à primeira vista porque menciona conteúdos legítimos da Educação Física, como danças e lutas, e usa tom de aparente valorização. O erro não está nesses conteúdos, mas na justificativa estereotipada que naturaliza atributos do corpo negro.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a questão cobrar perspectiva antirracista, elimine a alternativa que essencializa corpos racializados com traços supostamente naturais, físicos ou sociais.
  • Propostas ligadas a descolonização do conhecimento, interculturalidade, crítica ao racismo e valorização histórica tendem a ser compatíveis com a educação das relações étnico-raciais.
  • Não confunda valorização cultural com reprodução de estereótipos: o conteúdo pode ser adequado, mas a forma de significá-lo pode tornar a alternativa incompatível.
  • Em alternativas comparativas, procure a única que destoa do eixo comum das demais; aqui, o eixo comum era o alinhamento com práticas afirmativas e antirracistas.

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