Paciente com 43 anos, metástases cerebrais e derrame pleural...

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Q3365966 Medicina
Paciente com 43 anos, metástases cerebrais e derrame pleural neoplásico de etiologia mamária. Submetida à drenagem pleural, com dreno 36Fr, sem expansão do pulmão encarcerado e com fístula aérea.
A conduta adequada é:
Alternativas

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Tema central: Esta questão aborda o manejo do derrame pleural neoplásico com pulmão encarcerado e fístula aérea persistente em paciente oncológico.

Raciocínio clínico e alternativa correta (D): O derr ame pleural neoplásico, em especial com pulmão encarcerado, é situação de difícil manejo. O pulmão não expande após a drenagem devido à invasão tumoral/espessamento da pleura, impedindo aposição dos folhetos pleurais – condição fundamental para pleurodese. A fístula aérea persistente agrava ainda mais o quadro, perpetuando escape de ar mesmo após drenagem convencional.

A pleurostomia com tubo de Filomeno (alternativa D) consiste na criação cirúrgica de uma abertura pleurocutânea, mantida com tubo para drenagem contínua e controle da fístula, proporcionando alívio sintomático. Tal conduta é recomendada em pacientes sem expansão pulmonar, especialmente nos casos paliativos e quando o dreno convencional é insuficiente. Segundo obras de referência como o Tratado de Cirurgia do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e UpToDate: “A pleurostomia é especialmente indicada em pacientes oncológicos com derrame pleural recidivante e pulmão encarcerado, particularmente diante da fístula aérea persistente”.

Análise das alternativas incorretas:

A) Cateter de longa permanência: só indicado com expansão pulmonar e sem fístula aérea. Não resolve o pneumotórax persistente.

B) Dreno pleural aberto: oferece risco aumentado de infecção e não é solução efetiva ou duradoura para fístula persistente.

C) Toracotomia e decorticação: procedimento altamente invasivo, raramente indicado em contextos paliativos ou com paciente debilitado.

E) Pleurostomia clássica à Eloesser: tradicionalmente indicada para empiemas crônicos, não sendo a primeira escolha neste contexto oncológico.

Pontos-chave e estratégias de prova:

  • Atenção ao termo “pulmão encarcerado”: exclui opções como pleurodese.
  • Identificar a presença de fístula persistente: determina incapacidade de manejo com drenos convencionais.
  • Em quadros paliativos, priorize condutas de baixo risco e de alívio sintomático.

Resumo: Em paciente oncológico, com derrame pleural recidivante, pulmão encarcerado e fístula aérea persistente, a pleurostomia com tubo de Filomeno é a escolha mais alinhada às melhores práticas assistenciais e diretrizes cirúrgicas.

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