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Q3876864 Medicina
A doença linfoproliferativa pós transplante está associada a qual vírus?
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Gabarito: B

Fundamento decisivo: A doença linfoproliferativa pós-transplante (PTLD) ocorre tipicamente por proliferação de linfócitos B associada ao vírus Epstein-Barr em pacientes imunossuprimidos; como o enunciado pede a associação viral etiológica clássica, a alternativa correta é EBV.

Tema central: PTLD e EBV
Análise das alternativas
A
Errada
Citomegalovírus é relevante no pós-transplante como infecção oportunista, mas isso não o torna o agente etiológico clássico da PTLD. O erro aqui é confundir vírus frequente em transplantados com o vírus especificamente ligado à proliferação linfóide pós-transplante, que é o EBV.
B
Certa
A alternativa B está correta porque a PTLD é classicamente vinculada ao Epstein-Barr vírus no cenário de imunossupressão pós-transplante. O fundamento médico específico é a redução da vigilância imune por linfócitos T, que permite expansão de linfócitos B infectados pelo EBV, mecanismo central da PTLD clássica.
C
Errada
Herpesvírus humano 8 tem associação oncológica diferente, principalmente com sarcoma de Kaposi, doença de Castleman multicêntrica e alguns linfomas específicos. Portanto, não corresponde à associação etiológica clássica cobrada para PTLD.
D
Errada
Poliomavírus, especialmente BK, relaciona-se a complicações como nefropatia no transplante renal, e não à PTLD clássica. O critério de exclusão é que sua principal associação em transplantados não é doença linfoproliferativa.
Pegadinha da questão
A banca explora a troca entre o vírus classicamente ligado à síndrome hematológica e outros vírus comuns em transplantados, sobretudo CMV, ou outros vírus oncogênicos em imunossuprimidos, como HHV-8.
Dica para questões semelhantes
  • Se a pergunta trouxer PTLD, pense primeiro na associação etiopatogênica clássica com EBV, não na frequência geral das infecções do pós-transplante.
  • Use o mecanismo para decidir: imunossupressão reduz controle de linfócitos T e favorece expansão de células B infectadas por EBV.
  • Não conclua por exclusividade absoluta: a questão cobra a associação clássica da PTLD, não que todos os casos sejam obrigatoriamente EBV-positivos.

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