Paciente 48 anos, com neoplasia de mama (carcinoma ductal i...
Dados: PET = pósitron emission tomography; CT = computet tomography; SUV = standardized uptake value; BAAR = bacilo álcool ácido resistente.
A conduta momentânea, quanto ao nódulo pulmonar, será submeter a paciente a
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Tema central: manejo de nódulo pulmonar sub-sólido (padrão de vidro fosco) em paciente oncológica. Vidro fosco é aumento de atenuação sem apagar vasos/bronquíolos; costuma corresponder a lesões indolentes (ex.: adenocarcinoma in situ/lesão pré-invasiva) e tem baixa captação no PET.
Alternativa correta: C – nova tomografia em prazo ≤ 6 meses. Nódulo em vidro fosco de 1,8 cm, estável por 5 anos, sugere lesão indolente/benigna. Diretrizes (Fleischner Society 2017; ACCP; UpToDate) recomendam, para nódulos puros em vidro fosco ≥ 6 mm, controle tomográfico seriado por até 5 anos; se estável, pode-se cessar ou manter vigilância espaçada. Em paciente oncológica, é razoável confirmar estabilidade com TC de curto intervalo (≤ 6–12 meses) antes de qualquer intervenção, pois o crescimento, quando ocorre, é muito lento. Assim, a conduta menos invasiva e segura é repetir a TC em até 6 meses.
Por que as demais estão incorretas?
A – Biópsia dirigida por tomografia: Embora esteja a 1 cm da pleura (acessível), a baixa celularidade de nódulos em vidro fosco reduz o rendimento diagnóstico e aumenta falso-negativo; há risco de pneumotórax. Com estabilidade de 5 anos, não há indicação imediata de biópsia sem sinais de progressão. Diretrizes reservam biópsia para crescimento ou surgimento de componente sólido.
B – Broncofibroscopia e criobiópsia: Lesão periférica, subpleural, pequena e em vidro fosco tem baixa taxa de diagnóstico por via endobrônquica, mesmo com criobiópsia. Procedimento invasivo e desnecessário diante da longa estabilidade.
D – PET/CT e biópsia transparietal se SUVmax ≤ 2,5: PET tem baixa sensibilidade em nódulos de vidro fosco; a captação frequentemente é baixa ou ausente, gerando falso-negativo. Usar um ponto de corte de SUV para indicar biópsia é inadequado nesse contexto. A decisão deve basear-se em morfologia e dinâmica temporal (crescimento/componente sólido), não no SUV.
E – Citologia do escarro e/ou lavado broncoalveolar: Sensibilidade muito baixa para nódulos periféricos e sub-sólidos. Não é exame de escolha para investigação de nódulo pulmonar incidental estável.
Estratégia de prova (pegadinhas): Ter outro câncer não torna todo nódulo pulmonar uma metástase. Metástases de mama costumam ser nódulos sólidos, múltiplos. O padrão vidro fosco e a estabilidade por 5 anos favorecem lesão indolente. Em nódulos sub-sólidos, priorize vigilância com TC e só invista em biópsia diante de crescimento ou aparecimento de componente sólido.
Referências úteis: Fleischner Society Guidelines 2017 (Radiology, MacMahon et al.); ACCP Guidelines para nódulo pulmonar; UpToDate (evaluation of subsolid pulmonary nodules).
Gabarito: C
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