Leia o caso a seguir. Paciente masculino, 55 anos, com diag...
Paciente masculino, 55 anos, com diagnóstico de insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida, em tratamento irregular com enalapril e espironolactona, é admitido no prontosocorro com quadro de edema agudo de pulmão, turgência jugular patológica, hepatomegalia congestiva e edema de membros inferiores. Ao exame físico constam: ritmo cardíaco irregular (fibrilação atrial) com B3, PA = 100/80 mmHg, FC = 90 bpm, saturação de O₂ = 91% e tempo de enchimento capilar = 3 segundos. Exames laboratoriais dentro dos limites da normalidade.
Qual medicação é contraindicada nesse caso?
Gabarito comentado
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Gabarito: D
Fundamento decisivo: O critério que decide a questão é a insuficiência cardíaca aguda descompensada com congestão importante e sinais de perfusão limítrofe/hipoperfusão. No enunciado, isso é indicado por edema agudo de pulmão, turgência jugular, hepatomegalia congestiva, edema de membros inferiores, PA de 100/80 mmHg e tempo de enchimento capilar de 3 segundos. Nesse cenário, não se deve iniciar um fármaco com efeito inotrópico negativo, como o succinato de metoprolol, o que torna a alternativa D a incorreta/contraindicada.
- Antes de julgar a droga, defina o perfil do quadro: congestão pulmonar/sistêmica e sinais de hipoperfusão mudam a lógica da conduta.
- Em insuficiência cardíaca aguda instável, evite iniciar ou intensificar fármacos com efeito inotrópico negativo.
- Diurético de alça acompanha sobrecarga volêmica; inotrópico entra em cena quando há baixo débito/hipoperfusão.
- Não descarte uma alternativa só porque ela não é a principal para o edema agudo; a exclusão deve ser por contraindicação real.
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